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22/06/2006 - 18h20

Parreira retoma mistério, mas indica que formação permanece

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Dortmund (Alemanha)
Logo após a vitória de 4 a 1 sobre o Japão, na qual o Brasil entrou com cinco mudanças na escalação anunciadas apenas uma hora antes do jogo, o técnico Carlos Alberto Parreira retomou o mistério sobre que jogadores enfrentarão Gana na próxima terça-feira. No entanto, ele deixou nas entrelinhas que a maneira de jogar será a mesma que a desta partida --e, na visão dele, a mesma que das partidas anteriores. Ou seja, vida longa ao "quadrado mágico".

EFE

Parreira gostou do desempenho dos estreantes em Copa diante do Japão

TUDO SOBRE O JOGO
"A escalação só vai sair na véspera do jogo. Não quero me preocupar com um ou dois nomes. Hoje, não mudei a formação, só mudei nomes. Não dá para ficar mudando a maneira de jogar", disse Parreira, ao se recusar a definir para a imprensa o time para o jogo das oitavas-de-final.

A dúvida geral é sobre quais dos poupados voltarão (Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Zé Roberto e Adriano) e quais dos que jogaram contra o Japão ficarão (Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Robinho).

As boas atuações dos substitutos poderiam ser um problema para Parreira. Bem-humorado, ele rebateu: "Não tenho dúvidas, por isso não tenho problemas, só soluções. O planejamento foi feito para que melhorássemos a cada jogo. O time melhorou, mas poderia não ter melhorado", comentou.

Dentro desse planejamento, Parreira aproveitou o fato de o Brasil já estar classificado para a próxima fase para promover as estréias de alguns jogadores em Copas e fazê-los sentir uma eventual pressão do primeiro jogo.

"O Gilberto, o Juninho, o Cicinho, que nunca tinham jogado em uma Copa, jogaram bem. Hoje vimos que não somos só onze, somos muito mais que isso. Eles só precisavam de um bom jogo para dar confiança", acentuou.

O meia Juninho Pernambucano, que também jogou nesta quinta sua primeira partida de Copa do Mundo, concorda que está na lista dos que podem entrar em qualquer partida. "Eu acho que consegui mostrar que estou à disposição do Parreira. Todo mundo esperava jogar, eu dormi pensando em jogar", revelou o atleta do Lyon.

Juninho, que afirmou ter sentido câimbras pela falta de ritmo por não atuar desde 13 de maio, endossou o discurso do técnico sobre a força do conjunto brasileiro. "Essas mudanças todas mostram que estamos juntos para ir até o final".

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