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29/06/2006 - 10h36

Invicto, Lúcio espera só cometer falta por exigência "tática"

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Bergisch Gladbach (Alemanha)

Flávio Florido/Folha Imagem

Flávio Florido/Folha Imagem

Lúcio sabe que uma emergência pode acabar com invencibilidade

Ainda sem ter feito uma única falta nas quatro partidas do Brasil nesta Copa, o zagueiro Lúcio acredita que a "invencibilidade" não será uma pressão contra a França, no sábado. Mas admite que espera só ter de cometer uma infração em caso de necessidade tática, para interromper uma jogada. De preferência, longe da área brasileira.

"É um ponto positivo não ter feito faltas até agora e espero que continue assim. Mas não entro com esse pensamento (de continuar invicto), mas sim com o de ajudar à seleção. Se tiver que fazer, tem de ser feito. Muitas vezes você precisa fazer uma falta tática para não tomar o gol", disse Lúcio nesta quinta-feira.

Numa única Copa, Lúcio ainda não alcançou a marca estabelecida pelo paraguaio Gamarra na Copa de 1998. Até agora, o zagueiro brasileiro completou 270 minutos (quatro partidas) sem faltas.

Já o paraguaio, atualmente no Palmeiras, não cometeu uma falta sequer em quatro partidas inteiras mais os 23 minutos da prorrogação contra a França nas oitavas-de-final, quando o Paraguai foi derrotado com um gol de "morte súbita" que encerrou a partida. Além disso, Gamarra disputou essa prorrogação com a clavícula deslocada.

Marca histórica à parte, muito da boa presença de Lúcio nesta Copa vem de seu entrosamento com Juan na dupla de zaga --algo que, antes da Copa, preocupava alguns observadores e torcedores.

Para Lúcio, os treinos fisicamente fortes diante dos atacantes da própria seleção ajudaram muito.

"Nos entrosamos muito na preparação. Os treinamentos físicos ajudaram muito para isso. Acredito que a gente possa manter a mesma postura nos jogos decisivos", disse Lúcio.

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