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30/06/2006 - 12h32

Seleção se divide sobre polêmica declaração de Henry

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Frankfurt (Alemanha)
O clima de rivalidade entre brasileiros e franceses nas vésperas do confronto de quartas-de-final da Copa do Mundo é menos tenso do que poderia ser. Nesta sexta-feira, os jogadores da seleção se esforçaram para evitar a polêmica sobre as declarações do rival Thierry Henry.

Na quinta, o atacante francês afirmou que os brasileiros são naturalmente bons jogadores de futebol porque as crianças do país "não vão à escola".

O elemento de polêmica estava no ar, mas a maioria dos jogadores da seleção preferiu não levar o assunto adiante.

"É verdade. Você pega a garotada do Brasil, e á primeira coisa que pensam é jogar futebol. Deveria haver algum programa que combinasse as duas coisas", comenta o capitão Cafu.

"O Henry é um excelente jogador, e o que ele falou está mais ou menos dentro da realidade. Mas não é apenas isso. Você tem que ver que existe um longo caminho de preparação. A tendência desde pequeno é de chutar a bola. Mas temos que respeitar a opinião de cada um", ponderou Ronaldinho Gaúcho.

Sem surpresas, o único jogador que contestou a declaração do adversário foi o lateral Roberto Carlos, conhecido por não fugir de "bate-bocas" via imprensa.

"Procuro rezar todos os dias para que os jogadores, principalmente os famosos, dêem bons exemplos para as crianças. Declarações como essa deveriam ser bem pensadas. É estranho que um jogador como ele saia com declarações que não servem para nada com o futebol", rebateu o defensor brasileiro.

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