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30/06/2006 - 13h00

Mesmo contra Zidane, Brasil não pensa em marcação individual

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Frankfurt (Alemanha)
Mesmo diante de um adversário com currículo e capacidade de Zinedine Zidane, a seleção brasileira não irá optar por marcação individual. Essa é a palavra do técnico Carlos Alberto Parreira, que usa a história da equipe que dirige para sustentar esquema defensivo por zona.

EFE

Parreira não pensa em destacar um marcador exclusivo para francês Zidane

Na avaliação de Parreira, alterar a forma tática de marcar em razão do potencial técnico de um adversário seria descareterizar a tradição da seleção brasileira.

"Não me lembro da seleção ter jogado alguma vez com marcação individual, mesmo quando enfrentava o Maradona", declarou o treinador na véspera do confronto de quartas-de-final da Copa do Mundo em Frankfurt.

"Vamos marcar a bola, marcar por zona, preenchendo os espaços como a gente sempre faz", completou Parreira.

De acordo com Parreira, o poder individual da França vai muito além de Zidane. Por isso, a manutenção da marcação por zona é a atitude mais coerente. Mesmo assim, diante de alguma circunstância de jogo, o treinador admite que pode rever a convicção.

"Se for preciso, a gente faz (marcação individual). Porque se der espaço para ele (Zidane), pode fazer a diferença", analisa o treinador.


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