O resultado foi o esperado, embora o placar e a maneira como o jogo transcorreu talvez não. A vitória por 1 a 0 do Brasil sobre a Croácia na estréia das equipes na Copa do Mundo da Alemanha nesta terça-feira em Berlim foi importante para passar a tensão da estréia, mas deixou um gosto de injustiça na boca do técnico croata Zlatko Kranjcar.
FIM DOS EMPATES
A vitória do Brasil sobre a Croácia na estréia de ambas equipes na Copa da Alemanha foi a primeira partida entre as duas seleções na história que não terminou empatada.
Nos dois confrontos anteriores, as equipes empataram por 1 a 1, tanto na primeira partida, disputada em 1996 em Manaus (gols de Sávio e Rapajic), quanto na segunda, realizada no ano passado, em Split (gols de Kranjcar e Ricardinho).
"Não merecíamos perder, já que fomos a melhor equipe em campo durante a maior parte do tempo", lamentou. "Disputamos uma partida excelente", completou, em entrevista após a partida. "Foi uma lástima perdermos tantas chances de gol".
O meia Jurica Vranjes endossa a opinião do treinador. "No segundo tempo tivemos muitas oportunidades, creio que merecíamos um empate", opinou, ressaltando que enfrentaram o rival mais temido do grupo. "O Brasil continua sendo o favorito do Mundial".
Para Kranjcar, a Croácia conseguiu se impor em campo e complicar as ações do Brasil. "Creio que desenvolvemos bem o nosso jogo, impedindo os brasileiros de fazer o seu". para ele, o gol foi um descuido isolado que custou caro. "Deixar um jogador como Kaká jogar naquela região do campo é fatal. Um chute mudou o jogo".
O técnico espera ter melhor sorte no próximo compromisso da Croácia, diante do Japão, no próximo domingo, dia 18. "Espero ter mais sorte no futuro. Estou certo de que usaremos melhor nossas chances na próxima vez".
"Temos que pegar os aspectos negativos deste jogo, transformá-los em positivos e levá-los para o jogo contra o Japão", disse o zagueiro Josip Simunic.
O camisa 3 da Croácia deixou escapar nas entrelinhas que já conta com uma vitória sobre o Japão, e prevê um duelo decisivo contra a Austrália, no dia 22. "Nós imaginávamos que seria assim, chegaríamos a um último jogo contra a Austrália que seria como uma final para nós".
O capitão Niko Kovac, que deixou o campo nesta terça contundido ainda no primeiro tempo, adotou o discurso pragmático. "Temos que vencer os dois jogos (que restam). "Sabíamos disso antes, mas agora é uma realidade".