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27/06/2006 - 19h06

Badalado ataque espanhol é anulado pela zaga francesa

Da Redação
Em São Paulo
O badalado ataque da Espanha não pôde com a experiente defesa da França. Com oito gols nos três jogos da primeira fase, os espanhóis se classificaram para as oitavas-de-final da Copa como uma das equipes mais produtivas do Mundial, ao lado da Alemanha e da Argentina. No primeiro confronto dos mata-matas, encararam os franceses, que haviam levado somente um gol na fase inicial. No clássico desta terça-feira, Villa, Raúl e Fernando Torres foram anulados pela defesa liderada pelo goleiro Barthez.

EFE

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Torres (e) e Luis García não escondem desânimo para dar a saída após virada francesa

Segundo estatísticas do instituto Datafolha, o trio espanhol foi realmente desastroso nesta terça. Somados, deram apenas duas finalizações. Uma delas foi errada - de Torres. A certa foi o pênalti convertido Villa. Já Raúl simplesmente não finalizou.

Para Villa, o gol "não serviu para nada, apenas para saírmos na frente no marcador", alegou, frustrado. "Pensávamos que este seria um grande dia para a Espanha", lamentou.

Com a bola nos pés, os três atacantes foram acanhados. Enquanto Raúl e Villa não deram nenhum drible no jogo inteiro, Torres fez uma tentativa - mas errou e perdeu a bola.

Somente no quesito bolas perdidas os números alcançados pelos avantes espanhóis foram negativamente altos. Torres e Villa perderam sete bolas cada um, enquanto Raúl viu os franceses tomarem a bola duas vezes.

O lateral-direito francês, Sagnol, até já havia alertado à Espanha de que não seria fácil superar a zaga da equipe: "a força dos atacantes espanhóis não deve ser problema para nós quatro se estivermos concentrados em fazer nosso trabalho", disse ele na segunda-feira, referindo-se aos companheiros Thuram, Gallas e Abidal.

As palavras de Sagnol tiveram pouco efeito antes do jogo. Enquanto isso, um dos assuntos mais comentados em relação à seleção espanhola eram as notícias na imprensa européia de que Torres interessava ao Chelsea, Manchester United e Milan. Outro tema recorrente foi o aniversário de 29 anos de Raúl nesta terça-feira.

Apesar da badalação em torno de Raúl e Torres, os dois foram decepcionantes diante da França. Sem criar praticamente nenhum lance de perigo real, o meia do Real Madrid foi substituído no início do 2º tempo, dando lugar a Luis Garcia, que demonstrou mais vontade que Raúl, mas futebol igualmente pobre.

Torres, por sua vez, lutou bastante, mas não criou maiores riscos para Barthez. Bem marcado, especialmente por Abidal, Thuram e Gallas, o atacante do Atlético de Madri não foi nem sombra do insinuante jogador que marcou três gols na primeira fase e disputava a artilharia da Copa com o alemão Klose.

Quem foi melhor pelo ataque espanhol nesta terça-feira foi Villa, do Valencia. Autor de dois gols - um de falta e outro de pênalti - na goleada por 4 a 0 sobre a Ucrânia, na estréia da "Fúria", Villa marcou seu terceiro gol de bola parada no Mundial no jogo contra a França. O atacante foi o primeiro a balançar as redes na partida, aos 27min de jogo, em cobrança de pênalti sofrido por Pablo. Depois do gol, porém, o desempenho de Villa caiu, e o jogador deu lugar a Joaquín.

A defesa da Espanha também viu seu desempenho despencar nas oitavas-de-final. A equipe, que havia sofrido somente um gol nos três jogos da primeira fase, levou três no único confronto que disputou na fase eliminatória. Com a eliminação nas oitavas, o time viu sua média de gols tomados subir de 0,33 para 1 gol por partida na Copa.

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