UOL Esporte - Copa 2006UOL Esporte - Copa 2006
UOL BUSCA

29/05/2006 - 09h12

"Enferrujado", Zidane preocupa torcedores franceses

Das agências internacionais
Em Paris (França)
Uma performance aquém do esperado de Zinedine Zidane deixou os torcedores preocupados com o desempenho do astro da seleção dos "Bleus" durante a Copa do Mundo.

Reuters

Zidane não encantou a torcida francesa em seu 100º jogo pela seleção nacional

Zidane, que anunciou que vai se aposentar após o Mundial, foi apenas uma sombra das suas costumeiras brilhantes atuações na vitória da França contra o México por 1 a 0, último no sábado.

Aos 33 anos, Zidane fez sua partida de número 100 pela seleção e última da carreira no Stade de France, palco da vitória por 3 a 0 sobre a seleção brasileira na final da Copa do Mundo de 1998. O atacante pareceu preguiçoso e cometeu erros incomuns.

O técnico Raymond Domenech disse não estar preocupado, e justificou que Zidane ainda tem tempo de entrar em forma antes do início da Copa. "Teremos todas as nossas respostas nos dias 13, 18 e 23 de junho", afirmou Domenech, referindo-se às datas da seleção francesa na primeira fase do Mundial, contra Suíça, Coréia do Sul e Togo.

A capacidade de criar jogadas e a visão de jogo de Zidane não desapareceram da noite para o dia, mas a habilidade do jogador, que o consagrou como um dos melhores do mundo não foi vista no Stade de France.

Depois de 52 sofridos minutos, sob aplausos dos torcedores, Zidane foi substituído por Vikash Dhorasoo, que foi longamente vaiado.

Substituição planejada

"A substituição de Zidane estava nos planos", afirmou Domenech. "Desta forma, a torcida pôde aplaudi-lo pela alegria que ele proporcionou ao longo dos anos."

Ficou evidente, porém, que o craque precisava descansar e novos planos de substituição devem estar nos planos do técnico para as próximas partidas de Zidane.

A seleção francesa continua apoiando-se no talento do jogador e precisará dele se quiser ir longe no Mundial.

"As pessoas esperam que Zidane cuide de tudo sozinho", afirmou o atacante Djibril Cisse, companheiro de seleção. "É muita pressão, até mesmo para um grande jogador como ele. Não se pode esperar que Zidane faça o trabalho de 11 jogadores."

SELEÇÕES