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27/06/2006 - 18h33

Zidane dá a volta por cima e encara Brasil nas quartas

Da Redação
Em São Paulo
Ele chegou a desistir de atuar pela França após a eliminação da equipe na Eurocopa de 2004, em uma derrota histórica para a então zebra Grécia nas quartas-de-final. No entanto, o apelo popular e o pedido do técnico Raymond Domenech fizeram com que 'Zizou' resolvesse voltar.

EFE

Zidane, que brilhou na final de 1998, comemora o terceiro gol francês

Antes da Copa da Alemanha, muitos apontavam o craque do Real Madrid como a grande estrela francesa do Mundial. No entanto, aos 33 anos, o jogador foi mostrando que o peso da idade já havia chegado e decepcionou os torcedores ao ser suspenso com dois cartões amarelos do jogo decisivo contra o Togo, na última rodada do Grupo G, quando a equipe venceu por 2 a 0 e conseguiu passar para as oitavas.

A partida diante do Togo ocorreu no dia do aniversário de Zidane, e o meia correu o risco de assistir de fora do campo à eliminação de seu time. De quebra, ele podia ter se despedido do futebol de forma melancólica - antes do Mundial, Zidane prometêra deixar os gramados após a Copa.

Nesta terça-feira, porém, no mata-mata contra a Espanha, Zidane voltou a ser um dos principais homens da França na vitória por 3 a 1, ao lado de Vieira e Ribery. Autores dos três gols da equipe na partida, os meio-campistas contaram com uma bela atuação da zaga do time, que anulou o perigoso ataque espanhol.

Nos momentos-chave da partida, foi do camisa 10 o cruzamento que resultou no gol de Vieira, o da virada francesa na partida. Também saiu de seus pés o terceiro gol, que matou qualquer chance espanhola e fez renascer o "aposentado" Zidane.

O cartão amarelo que Zinedine levou aos 45min, um minuto antes de decretar a classificação para as quartas-de-final do Mundial, ficou apagado diante da comemoração do jogador.

Agora, na próxima fase, o craque francês tenta reviver seus melhores momentos no futebol, como em 1998, na final contra o mesmo Brasil. Zidane foi o grande jogador da decisão diante dos brasileiros, ao marcar dois gols nos 3 a 0 que deram a França seu único título mundial até hoje.

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