As vendas de réplicas de capacetes nazistas de cor laranja para torcedores holandeses que forem à Copa do Mundo fizeram tanto sucesso que os produtores resolveram ampliar os negócios. A empresa lançou agora capacetes para torcedores de outros países, inclusive do Brasil.
A associação de futebol holandesa (KNVB) proibiu os capacetes antes de um amistoso entre Holanda e Equador neste mês, em Amsterdã, dizendo que eles são ofensivos. A proibição se aplica a todos os outros jogos que a equipe disputar em casa, entretanto a KNVB não tem poderes para proibí-los na Alemanha.
Depois da proibição, a venda dos capacetes triplicou. "Estamos pensando em enviar à KNVB um capacete dourado em agradecimento", disse o produtor dos capacetes, Florian van Laar, no começo da semana. "Isso é simplesmente uma brincadeira", completou.
A Alemanha, sede da Copa, lançou uma campanha para vender o país como uma nação vibrante de compositores, poetas, filósofos e inventores. Mas enfrenta problemas com uma minoria de torcedores estrangeiros obcecados com imagens da era nazista.
Para tentar mudar essa imagem, a Federação Alemã de Futebol (DFB) vai organizar um simpósio com o nome de "O Futebol sob a Cruz Gamada", nos dias 7 e 8 de abril.
A idéia é debater o papel dos clubes alemães durante o período, abordando também a responsabilidade social no esporte - tendo em vista a Copa do Mundo, que começa dois meses depois do evento.
O simpósio é mais uma iniciativa da DFB no caminho de tentar amenizar o seu passado. No final de 2005, foi criado o prêmio Julius-Hirsch - em homenagem ao primeiro judeu a vestir a camisa da seleção alemâ. Ele foi dado ao Bayern de Munique por iniciativas contra o racismo.