30/06/2006 - 19h32
Jornais britânicos esquentam clima entre técnicos e seleções
Da Redação
Em São Paulo
Embora os técnicos Luiz Felipe Scolari e Sven-Goran Eriksson tentem trocar gentilezas e se afastar das polêmicas às vésperas do duelo entre Inglaterra e Portugal, os jornais britânicos fazem questão de apimentar o clima entre os treinadores e criticar Eriksson em seus últimos dias à frente do "English Team".
O The Independent, em sua edição desta sexta-feira, afirmou que "Felipão representa aquilo que Eriksson não tem: paixão, simplicidade e nenhum receio por colocar os jogadores, mesmo que famosos, no seu devido lugar".
O The Guardian, por sua vez, diz ser "óbvio que a reputação do selecionador de Inglaterra está em jogo na partida com os portugueses" - avaliação refutada por Eriksson ao longo do dia. E um dos colunistas do jornal destacou que "um sucesso será uma rara oportunidade para Eriksson recuperar a honra e o prestígio, uma derrota servirá para que a sua escolha para seleccionador de Inglaterra, em 2001, fique para sempre associada a uma desilusão, ou a um desastre".
Sobre a mídia britânica, o sueco afirmou que os jogadores e ele "não estão nem aí com o que dizem de nós. Não lemos nenhum jornal. Eu não li nenhum desde que cheguei à Alemanha, aliás nem antes".
Os jornais britânicos, contudo, não atacam somente os integrantes do "English Team". O The Sun tratou de apresentar os portugueses como "arrogantes", por supostamente não treinarem a cobrança de pênaltis.
O tablóide também atacou durante a semana o atacante português Pauleta, atribuindo a ele uma entrevista em que o goleiro titular da Inglaterra, Robinson, seria um dos pontos fracos da seleção. Em resposta à publicação, Pauleta afirmou em entrevista coletiva que a entrevista havia sido montada, e que "não admitimos é que nos faltem ao respeito, que venham com mentiras sobre os jogadores ou o país". Aproveitou a ocasião para criticar o treinador da seleção do Brasil, Carlos Alberto Parreira, por ter comentado a violência do confronto entre Portugal e Holanda.
Dias antes, o meia da seleção Deco, brasileiro naturalizado português, havia dado declarações semelhantes, demonstrando como a seleção de Scolari encararia uma possível semifinal contra os brasileiros.