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30/06/2006 - 17h50

Itália reforça marcação e acorda Luca Toni para pegar anfitriões

Da Redação
Em São Paulo

CENAS DO JOGO

EFE

Torcida italiana não dá brechas para ucranianos em Hamburgo

EFE

Camoranesi entrou com missão de fortalecer mais a Itália

EFE

Enquanto Luca Toni era o único atacante, isolado na frente

EFE

E foi o lateral Zambrotta o responsável pelo gol italiano

EFE

Construído com ótimo toque de Totti, que correu para o abraço

EFE

Mas festa mesmo fez Luca Toni, que acordou e fez dois gols

As críticas saídas da imprensa italiana e alemã após as oitavas-de-final sobre o estilo de jogo pragmático da Itália não fizeram a menor diferença para a seleção dirigida por Marcello Lippi, que foi até as últimas conseqüências de sua convicção tática para fortalecer ainda mais o seu sistema defensivo e obter sucesso com apenas um atacante de ofício isolado para vencer a Ucrânia por 3 a 0 e garantir passagem às semifinais para enfrentar a Alemanha, na próxima terça, em Dortmund.

Insatisfeito com o desempenho ofensivo de sua equipe nas cinco primeiras partidas, Lippi abriu mão de jogar com uma dupla de atacantes, deixou Gilardino no banco, deu mais liberdade ao meia Totti, que deu passes para os dois primeiros gols, e, mesmo com mais um volante -Camoranesi-, e consagrou o aguerrido Gattuso como o melhor do jogo, eleito pela Fifa.

O mais importante, porém, foi conseguir ter despertado o atacante Luca Toni, com dois gols, e levar a equipe ao feito de marcar três gols em uma fase final de Copa do Mundo pela primeira vez desde 1982, quando Paolo Rossi fez três para eliminar o Brasil.

A Copa de 1982, aliás, já traz nova recordação aos italianos, que irão enfrentar a Alemanha na competição pela primeira vez desde a final daquele ano, quando venceu por 3 a 1 em Madri para conquistar seu tricampeonato. Contra os anfitriões, a Itália defenderá sua invencibilidade em confrontos de Copa do Mundo, já que venceu duas e empatou outras duas.

A vitória contra a Ucrânia também ampliou a vantagem da Itália em jogos do Mundial disputados na Europa: são 24 jogos sem perder no continente desde o tropeço contra os poloneses, em 1974, na mesma Alemanha de hoje.

O placar elástico não condiz com a escalação de Lippi, que além de ter sido muito criticado com a forma cautelosa como escalou a Itália na vitória por 1 a 0 contra a Austrália, também teve sua equipe como alvo de um artigo crítico da revista alemã Der Spiegel, que chegou a apontar os italianos como "parasitas e oportunistas", pela forma de jogo, esperando o adversário para atacar de forma precisa.

Nesta sexta, em Hamburgo, porém, a Itália foi logo ao ataque, principalmente com seus jogadores com funções mais defensivas, como Camoranesi, e Zambrotta, lateral-direito que logo aos 5min trocou passe rápido com Totti, que devolveu de calcanhar para o jogador da Juventus de Turim arrematar de longa distância e surpreender o goleiro Shovkovskyi.

O gol atordoou ainda mais a Ucrânia, equipe com pior aproveitamento ofensivo entre as oito participantes das quartas-de-final, com apenas cinco gols marcados, um a menos que a Itália. Apreensivo no banco de reservas, o técnico Oleg Blokhin não perdeu tempo para providenciar uma ousada alteração logo aos 19min, quando tirou o zagueiro Sviderskyi para a entrada de Vorobey, que entrou com a função de auxiliar o isolado Shevchenko no ataque.

Muito conhecido dos jogadores da Itália por ter atuado no país por sete anos, Shevchenko foi inofensivo no primeiro tempo, assim como toda a Ucrânia, que conseguiu dar seu primeiro chute ao gol adversário apenas aos 32min, quando o volante Tymoschuck arriscou de fora da área, sem direção.

Os problemas da Ucrânia continuaram antes do intervalo para o segundo tempo, já que aos 46min o técnico Blokhin se viu obrigado a sacar o zagueiro Rusol, machucado, o substituindo desta vez por outro defensor, Vaschuck.

Apesar da desvantagem, a Ucrânia entrou com tudo no segundo tempo, despertando mais uma vez o bom desempenho do goleiro italiano, Buffon, que impediu aos 5min e aos 13min duas chances claras de gol.

Na primeira, Shevchenko cabeceou, o camisa 1 da Itália desviou e a bola bateu na trave. Na outra, Gusev chutou em cima de Buffon, que na seqüência contou com a colaboração de Zambrotta, que tirou em cima da risca chute de Kalinichenko. Sem contar com um cabeceio de Gusin na trave, aos 17min.

A Itália, no entanto, não se apavorou, e ainda contou com o despertar de Luca Toni na competição. O atacante da Fiorentina, que garantiu presença na seleção no final de 2005 e virou peça intocável de Marcello Lippi, apareceu na pequena área para desviar de cabeça cruzamento de Totti e marcar o seu primeiro gol na Copa, aos 14min do segundo tempo.

Assim como Paolo Rossi, que em 1982 não havia marcado gols até o triangular que antecedia as semifinais, Luca Toni aproveitou o embalo e marcou mais um, aos 24min, depois de apenas escorar passe de Zambrotta, que construiu ótima jogada pela ponta da esquerda.





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