BUFFON NA COPA

Buffon comemora vitória da Itália no jogo de estréia contra Gana

Zaccardo marca contra na partida diante dos Estados Unidos

Goleiro defende chute no jogo contra a República Tcheca

Contra a Austrália, Buffon observa bicicleta de Aloisi

Nas quartas-de-final, Buffon se estica em chute ucraniano

Após vitória nas semifinais, Buffon recebe abraço de Barone

Na final, Zidane marca de pênalti e encerra série de Buffon
O francês Zinedine Zidane acabou neste domingo com a chance do goleiro italiano Gianluigi Buffon quebrar o recorde de maior invencibilidade na Copa do Mundo. Em cobrança de pênalti, ele marcou aos 7min do primeiro tempo e evitou que Buffon superasse a marca do compatriota Walter Zenga, que em 1990 ficou 517 minutos sem ser vazado.
Na Alemanha, Buffon tinha sofrido um único gol. Foi aos 26min do primeiro tempo do segundo jogo da "Azzurra" na Copa do Mundo, contra os Estados Unidos. O detalhe curioso é que o jogador que vazou a meta de Buffon foi um italiano, o zagueiro Cristian Zaccardo, que marcou contra.
Na final contra a França, entretanto, Buffon nem teve tempo de mostrar trabalho. Aos 7min, Zidane cobrou um pênalti sofrido por Malouda e encerrou a série de Buffon, que já durava 459 minutos. Ele precisava ficar invicto até os 20min do segundo tempo para superar a marca de Zenga.
Uma das maiores estrelas da Juventus, Buffon começou a Copa do Mundo de maneira bastante criticada. Na preparação da Itália, na cidade de Converciano, ele foi vaiado pela torcida por ter seu nome envolvido no escândalo de manipulação de resultados do país.
No Mundial, Buffon reverteu a hostilidade ao se transformar em um dos principais nomes da campanha italiana até a final da Copa do Mundo. Nas oitavas-de-final contra a Austrália, o goleiro foi eleito pela Fifa como o melhor em campo.
Buffon nasceu numa família de esportistas. A mãe foi arremessadora de disco, o pai levantador de peso, o tio jogador de basquete e as irmãs jogadoras de vôlei.
Aos 19 foi convocado para defender a "Azurra" pela primeira vez, substituindo o contundido Pagliuca numa partida contra a Rússia pelas eliminatórias da Copa de 1998. Desde então, nunca mais ficou de fora das listas. Esteve no grupo que foi ao Mundial da França, mas ainda na reserva de Pagliuca.
A primeira Copa como titular foi disputada em 2002, na Coréia do Sul e no Japão. Buffon fez boas apresentações, mas não conseguiu evitar a derrota para os sul-coreanos nas oitavas-de-final, em uma partida com arbitragem bastante polêmica.
Na Alemanha, ajudado por uma zaga bastante segura, conseguiu finalmente um desempenho de destaque na Copa do Mundo, algo bastante comum em sua carreira em clubes.
Contratado pela Juventus em 2001, por 50 milhões de euros (recorde por um goleiro), Buffon ajudou em sua primeira temporada o time de Turim a ser campeão italiano, sofrendo apenas 23 gols.
Ele ganhou ainda mais dois Campeonatos Italianos e duas Supercopas Italianas. Em 2003, tornou-se o primeiro goleiro a vencer o prêmio de melhor jogador da Liga dos Campeões da Uefa.