Carrancudo durante a maior parte do tempo nos jogos da Copa do Mundo, o volante Mauro Camoranesi escancarou o sorriso e abriu mão de sua cabeleira ao se tornar o quarto cidadão argentino a se consagrar campeão mundial pela seleção da Itália.
AFP
Camoranesi vira história como o quarto argentino campeão pela Itália
Conhecido por ostentar um rabo de cavalo semelhante ao usado pelos lutadores de sumo, Camoranesi não conteve a alegria e decidiu mudar o visual ainda no gramado do Estádio Olímpico de Berlim, onde a seleção italiana conquistou seu quarto título de Copa ao vencer os franceses na disputa por pênaltis.
De cabelo mais curto, Camoranesi entra no grupo formado por Luis Monte, Enrico Guaita e Raimondo Orsi, argentinos naturalizados que participaram do primeiro título mundial conquistado pela Itália, em 1934.
A convocação dos argentinos com ascendência italiana, aliás, era uma estratégia adotada pelo próprio Benito Mussollini, ditador que organizou a Copa do Mundo no país como propaganda para seu governo. Naquele ano, aliás, Filó, brasileiro com origem italiana que defendia o Corinthians, defendeu a Itália sob o nome de Guarisi.
Nas histórias das Copas, a Itália já contou com um total de 17 argentinos naturalizados.
Com nacionalidade italiana desde 2003, Camoranesi começou sua trajetória no futebol local em 2000, quando deixou o futebol mexicano para defender o Verona, de onde saiu para a Juventus de Turim.
Seu comportamento no início da Copa, quando se negou a cantar o hino italiano e afirmou que a Argentina era sua "verdadeira pátria", chegou a causar polêmica no país. "Eu não conheço o hino italiano, mas os meus filhos sabem cantar. Na Copa do Mundo, decidi jogar com a camisa italiana e não faz sentido vocês me perguntarem se eu preferia estar com a camisa da Argentina", afirmara Camoranesi.