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23/06/2006 - 09h16

Veteranos tchecos deixam seleção sem títulos importantes

Das agências internacionais
Em Hamburgo (Alemanha)
Com a eliminação da República Tcheca, nesta quinta-feira, com a derrota para a Itália, pelo grupo E da Copa do Mundo, alguns veteranos de seleção perderam a última chance de tentar buscar um título mundial.

Alguns dos melhores jogadores do time estão no fim da carreira e não estarão na próxima Copa. Uma das melhores gerações da seleção tcheca viu a oportunidade do sucesso ter fim por causa de lesões e suspensões. Depois de uma ótima estréia com vitória sobre os Estados Unidos, a equipe perdeu para Gana e Itália, dando adeus à competição.

Com o fim do sonho da Copa, resta aos veteranos a lembrança de uma boa campanha na Eurocopa 2004, quando a República Tcheca chegou às semifinais. Foi o mais perto que chegaram de um título importante.

Alguns dos que deixam a seleção, no entanto, vêem um futuro promissor para o futebol do país.

"Os mais jovens mostraram que sabem jogar futebol e, por isso, terão um grande futuro pela frente", afirmou Pavel Nedved, meio-campo de 33 anos, e principal estrela da seleção.

Ele será uma das maiores perdas da equipe, pois mesmo sendo um veterano, foi o melhor jogador tcheco na Copa e mostrou mais velocidade que muitos novatos.

Alguns jovens talentos já estão surgindo, como o goleiro 24 anos, e o meio-campista Tomas Rosicky, 25, que brilharam no Mundial da Alemanha. Eles são apostas para o futuro da seleção tcheca.

Os que saem da seleção, devem deixar de vez o futebol, como aponta Nedved e também Karel Poborsky, 34 anos, que se destacou no time nacional durante a Eurocopa 96, quando os tchecos foram finalistas. Ele também já está pensando na aposentadoria.

Mas, para o técnico Karel Bruckner, nem todos os "trintões" encerrarão a carreira agora. "Ainda temos (Jan) Koller", lembra o treinador, referindo-se ao atacante de 33 anos que sofreu uma lesão na primeira partida da Copa, depois de marcar um gol, e acabou ficando fora das partidas seguintes.

"Há outros jogadores de 30 anos que não vão parar agora e, espero, ainda vão jogar de novo", completa Bruckner.


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