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23/06/2006 - 21h17

Togo progrediu, mas ainda precisa evoluir muito, diz treinador

Alexandra Hudson
Da Reuters
Em Colônia (Alemanha)
Togo deu um grande passo por ter participado de sua primeira Copa do Mundo, mas, no final, o abismo que ainda existe entre o futebol do país africano e o futebol francês é muito grande, disse o treinador Otto Pfister nestsa sexta-feira.

A seleção francesa perdeu inúmeros gols antes de marcar os dois que garantiram a vitória por 2 a 0 pela 3ª rodada do grupo G, nesta sexta-feira.

Com o resultado, os franceses se classificaram para as oitavas-de-final e terão a Espanha como adversária.

Togo deu adeus à Copa do Mundo depois de três derrotas (perdeu por 2 a 1 para a Coréia do Sul e por 2 a 0 para a Suíça nas duas primeiras rodadas).

"Nós jogamos bem no primeiro tempo, mas o segundo ficou muito difícil porque estávamos enfrentando uma equipe de alta categoria e a classe de seus jogadores fez a diferença no final", disse Pfister em coletiva de imprensa.

"Muitos dos nossos jogadores nem jogam nas categorias principais de seus campeonatos. Então, podemos dizer que ele jogaram bem. Não estou totalmente decepcionado com a seleção do Togo".

O atacante do Togo Emmanuel Adebayor joga ao lado de Thierry Henry no Arsenal, mas o resto do elenco defende times pequenos, como Stade Brest, da França; o Benevento, da Itália; e o Ciudad Murcia, da Espanha.

Pfister disse que as duras críticas à seleção francesa, que precisava ganhar por dois gols de diferença para não depender de outros resultados, serviu para motivar e melhorar o time francês.

"O mesmo aconteceu com os brasileiros. Vocês viram como eles começaram a Copa, mas depois eles melhoraram. O mesmo pode acontecer com a França".

Ainda com o futuro indefinido, Pfister, disse que aprendeu muito com o trabalho que fez pela jovem seleção togolesa e acredita que ela melhorará muito no futuro.

"Eu acredito que Togo fará muito ainda pelo futebol africano e pelo mundial."

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