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O esporte tenta voltar às Olimpíadas depois da exclusão em 2005, mas enfrenta sérias barreiras. A maior delas é o escândalo de doping na MLB, a liga profissional dos EUA, em que astros como Alex Rodriguez admitiram uso de substâncias proibidas. Além disso, o conflito de datas com a MLB tira as maiores estrelas dos Jogos.
A federação internacional aposta na popularidade do esporte para chegar aos Jogos. Segundo a entidade, o caratê é a arte marcial mais popular do planeta, com mais de 100 milhões de praticantes espalhados por 180 países. A modalidade já tentou a inclusão em 2005, mas falhou. A presença do judô e do taekwondo prejudica as chances.
Impulsionado pelo sucesso do circuito profissional, o golfe, que esteve nos Jogos de 1900 e 1904, tenta retornar. A proposta é uma competição de 72 buracos, para 30 homens e 30 mulheres, com um playoff de três buracos em caso de empate. Os 15 primeiros colocados do ranking mundial estariam classificados. Tiger Woods, grande nome do esporte, defende sua inclusão olímpica.
Em 2005, a federação internacional tentou a inclusão dos esportes sobre patins, mas não teve sucesso. Desta vez, só a patinação de velocidade entra na briga, apostando em seu ar radical: um patinador pode chegar a 60 km/h. O dinamismo do esporte agrada o COI, que pretende cativar um público cada vez mais jovem nos Jogos Olímpicos.
Esporte olímpico até 1924, o rúgbi tenta voltar aos Jogos mais compacto. Os maiores torneios são jogados com 15 atletas, mas é o rúgbi para sete atletas que tenta sua inclusão. O torneio olímpico seria curto, de dois ou três dias, e o esporte requer pouca infraestrutura, baixo investimento e pode ser disputado em campos existentes.
Também excluído em 2005, o sofbol tenta se afastar da imagem do beisebol, batendo na tecla que suas principais atletas nunca foram flagradas com doping. Além disso, o esporte cresce em popularidade em todo o mundo, até mesmo no Oriente Médio, onde a participação feminina em esportes é rara. Entre seus principais incentivadores está Juan Antonio Samaranch, ex-presidente do COI.
Apesar da aparente complexidade da construção de uma quadra, a simplicidade é justamente a aposta da modalidade para os Jogos. A federação internacional, que lista 20 milhões de praticantes em mais de 175 países, diz que o squash exige só duas quadras de perspex que podem ser instaladas em qualquer lugar.
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