UOL Esporte
 
12/08/2009 - 7h03

Olimpíadas de 2016 podem ter golfe, caratê, patinação... Veja que esportes tentam vaga

Do UOL Esporte
Em São Paulo
O Rio de Janeiro pode ver a estreia do caratê ou a volta do rúgbi aos Jogos Olímpicos. A pouco menos de dois meses da escolha da sede das Olimpíadas de 2016, direito disputado pela capital fluminense com Chicago, Tóquio e Madri, o COI (Comitê Olímpico Internacional) escolherá nesta quinta-feira dois esportes com potencial para entrar no programa olímpico a partir de 2016. Sete modalidades estão na disputa, e a aprovação final virá no dia 2 de outubro, em Copenhague, Dinamarca. Conheça os concorrentes e seus principais pontos positivos e negativos:

AP

Beisebol

O esporte tenta voltar às Olimpíadas depois da exclusão em 2005, mas enfrenta sérias barreiras. A maior delas é o escândalo de doping na MLB, a liga profissional dos EUA, em que astros como Alex Rodriguez admitiram uso de substâncias proibidas. Além disso, o conflito de datas com a MLB tira as maiores estrelas dos Jogos.

AFP

Caratê

A federação internacional aposta na popularidade do esporte para chegar aos Jogos. Segundo a entidade, o caratê é a arte marcial mais popular do planeta, com mais de 100 milhões de praticantes espalhados por 180 países. A modalidade já tentou a inclusão em 2005, mas falhou. A presença do judô e do taekwondo prejudica as chances.

Golfe

Impulsionado pelo sucesso do circuito profissional, o golfe, que esteve nos Jogos de 1900 e 1904, tenta retornar. A proposta é uma competição de 72 buracos, para 30 homens e 30 mulheres, com um playoff de três buracos em caso de empate. Os 15 primeiros colocados do ranking mundial estariam classificados. Tiger Woods, grande nome do esporte, defende sua inclusão olímpica.

Folha Imagem

Patinação de velocidade

Em 2005, a federação internacional tentou a inclusão dos esportes sobre patins, mas não teve sucesso. Desta vez, só a patinação de velocidade entra na briga, apostando em seu ar radical: um patinador pode chegar a 60 km/h. O dinamismo do esporte agrada o COI, que pretende cativar um público cada vez mais jovem nos Jogos Olímpicos.

Reuters

Rúgbi

Esporte olímpico até 1924, o rúgbi tenta voltar aos Jogos mais compacto. Os maiores torneios são jogados com 15 atletas, mas é o rúgbi para sete atletas que tenta sua inclusão. O torneio olímpico seria curto, de dois ou três dias, e o esporte requer pouca infraestrutura, baixo investimento e pode ser disputado em campos existentes.

Reuters

Softbol

Também excluído em 2005, o sofbol tenta se afastar da imagem do beisebol, batendo na tecla que suas principais atletas nunca foram flagradas com doping. Além disso, o esporte cresce em popularidade em todo o mundo, até mesmo no Oriente Médio, onde a participação feminina em esportes é rara. Entre seus principais incentivadores está Juan Antonio Samaranch, ex-presidente do COI.

Folha Imagem

Squash

Apesar da aparente complexidade da construção de uma quadra, a simplicidade é justamente a aposta da modalidade para os Jogos. A federação internacional, que lista 20 milhões de praticantes em mais de 175 países, diz que o squash exige só duas quadras de perspex que podem ser instaladas em qualquer lugar.

Entenda como esportes entram nas Olimpíadas:

O Comitê Olímpico Internacional reservou dois espaços para novos esportes nos Jogos Olímpicos de 2016. Sete modalidades se candidataram e, para isso, tiveram de preencher um dossiê de 80 perguntas até fevereiro deste ano. Todas as federações tiveram a oportunidade de apresentar suas propostas aos comitês nacionais e às entidades continentais. Em junho, o COI enviou aos votantes um relatório sobre os candidatos.

Nesta quinta-feira, uma pré-seleção será feita em Berlim, Alemanha, e duas modalidades serão previamente escolhidas, respeitando critérios como alcance mundial, apelo televisivo, publicidade e infraestrutura necessária para a prática. Entretanto, apenas em 2 de outubro, mesmo dia da definição da sede olímpica de 2016, o COI irá decidir se os dois esportes selecionados (ou até mesmo apenas um deles) realmente entrarão no programa. Da mesma maneira, o Comitê analisará se as 26 modalidades já presentes seguirão no calendário.

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