O inglês Lewis Hamilton voltou a sentir o gosto da vitória neste domingo, no Grande Prêmio da Hungria. O piloto da McLaren não vencia uma prova desde o GP da China, em outubro de 2008. Após uma ótima largada, Hamilton ainda contou com o abandono do espanhol Fernando Alonso para superar os carros favoritos da Red Bull. O finlandês Kimi Räikkönen, companheiro de Felipe Massa na Ferrari, foi o segundo e Mark Webber, da Red Bull, completou o pódio.
"Eu não esperava vencer neste fim de semana, jamais poderia imaginar que eu teria ritmo para vencer, mas o carro esteve fantástico. É fantástico estar não só no pódio, como também voltar a vencer uma corrida. Foi um resultado fantático após um tempo em que a equipe sofreu tanto. Visitando a fábrica, eu via como todos estavam trabalhando intensamente para vencer, tanto quanto eu. Eles gostariam de voltar a vencer", afirmou o vencedor da prova.
O líder do campeonato, Jenson Button, não teve um bom aproveitamento na prova. Na Hungria, a BrawnGP confirmou a sua queda de rendimento e Button acabou apenas em sétimo. Agora, ele tem 70 pontos e é seguido pelos pilotos da Red Bull, com Mark Webber (51,5 pontos) e Sebastian Vettel (47 pontos).
"A Red Bull é muito mais rápida e, obviamente, McLaren, Ferrari e Williams melhoraram seus desempenhos. Mas nosso carro não está equilibrado como estava a poucas corridas atrás", afirmou o líder da temporada, Jenson Button. "Não é que temos o mesmo ritmo e todas estas equipes nos ultrapassaram. Mas há um intervalo antes de a próxima corrida e temos que tentar resolver nossos problemas", completou.
Os brasileiros não conseguiram pontuar neste domingo. Rubens Barrichello perdeu muitas posições na largada e fez uma prova de recuperação, acabando em 10º colocado. Já Nelsinho Piquet fez uma boa largada, fez boas ultrapassagens, mas terminou na 12ª colocação. Felipe Massa, que sofreu um acidente no treino de ontem não participou da prova, que
permanece internado no Hospital Militar de Budapeste.
De acordo com os médicos, Massa não está mais em coma induzido. Ele segue sedado e deve permanecer assim nas próximas 48 horas como garantia para a evolução do quadro. No entanto, a sedação será diminuída gradativamente durante o período.
Na largada, o
pole position Fernando Alonso, da Renault, conseguiu manter a posição e disparou na liderança. Enquanto isso, Hamilton disputou posição com Kimi Räikkönnen e pulou para terceira colocação. Já o alemão Sebastian Vettel largou muito mal e foi parar na sétima colocação.
Entre os brasileiros, Rubens Barrichello perdeu cinco posições e acabou caindo para 18º. Enquanto Nelsinho Piquet foi de 15º para 11º. Quem também largou muito bem foi o australiano Mark Webber que ganhou a posição do seu companheiro na Red Bull, Sebastian Vettel, e foi para a vice-liderança. Mas perdeu a posição para Hamilton pouco depois.
Na 12ª volta, o espanhol Fernando Alonso, que largou mais leve do que os rivais, foi para os boxes. A equipe Renault não fez um bom trabalho e, quando voltou para pista, o carro de Alonso perdeu primeiro a calota da roda direita e, em seguida, o piloto ficou sem o pneu. Após o incidente com Alonso, a equipe francesa
Renault foi suspensa do Grande Prêmio da Europa, próxima corrida da temporada.
Com a corrida prejudicada, Alonso abandonou a prova poucas voltas depois. Com isso, Lewis Hamilton pulou para ponta, seguido de Mark Webber e Kimi Räikkönen.
O australiano Mark Webber acabou perdendo a segunda colocação nos boxes. Ele entrou seguido do piloto da Ferrari, mas a equipe Red Bull falhou e Räikkönen acabou saindo na frente. Lá na frente, Hamilton seguiu soberano sem ser incomodado e tocou a sua McLaren até a bandeirada final.