
| 19h02 - 31/03/2002 |
Heidfeld bate no carro médico no warm-up, antes do GP Brasil |
Agência Folha Em São Paulo
O caso mais inusitado do warm-up aconteceu após acidente do piloto brasileiro Enrique Bernoldi, quase no final da sessão. A Arrows rodou na saída do S do Senna e pegou fogo no motor.
O carro médico, dirigido por Alex Dias Ribeiro, chegou logo em seguida e estacionou. Ribeiro abriu a porta, que foi atingida pelo carro de Nick Heidfeld.
O alemão terminou a curva e, vendo que não conseguiria se desviar de Bernoldi pelo meio da pista, jogou o carro para a grama.
O Sauber acabou atingindo a porta do veículo médico, que transportava o britânico Sid Watkins, 73, médico da FIA. O carro teve que deixar a pista com a porta aberta.
"Tomei um susto. Se tivesse saído um segundo mais rápido teria sido atropelado", disse Ribeiro. "Mas não tive medo porque acredito na vida eterna", completou o piloto, que foi um dos fundadores dos Atletas de Cristo.
Heidfeld lamentou o episódio, mas eximiu-se de culpa. "Eu não tinha para onde ir. Foi uma fatalidade", afirmou o piloto, que teve que trocar de carro para o GP e abandonou a prova na 62ª volta.
A mesma conclusão tiveram os comissários da FIA, que consideraram que o alemão não teve culpa pelo incidente. Heidfeld, que foi se defender acompanhado por seu compatriota Michael Schumacher, não foi punido.
A única alteração feita pela FIA foi a mudança de uma placa de publicidade no local. Segundo os técnicos, ela teria impedido a visão de Heidfeld.
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