 Schumacher cruza a linha em primeiro comemora a 90ª vitória de sua carreira |
O heptacampeão mundial Michael Schumacher anunciou sua aposentadoria neste domingo após vencer o Grande Prêmio da Itália. O piloto da Ferrari deixará o esporte no fim da atual temporada, após o GP do Brasil, em 22 de outubro.
Com o anúncio da saída de Schumacher, confirma-se Felipe Massa e Kimi Raikkonen como pilotos titulares da escuderia italiana - Massa renova até 2008 e o finlandês tem contrato de três anos. "As palavras não são suficientes para dizer o quanto amo o automobilismo. Vivi momentos que nunca esquecerei. Agradeço por tudo e todos que me acompanharam", disse o heptacampeão em um comunicado oficial.
Na entrevista coletiva concedida logo após a corrida, Schumacher pede desculpas por ter demorado demais para revelar qual é sua decisão e diz que ela não poderia vir mais tarde, pois Felipe Massa, "um grande piloto", tem que decidir também o seu futuro.
"Houve muita discussão sobre meu futuro. Sinto muito por não ter dito antes, mas tem um momento certo. Este é o exato momento. Será meu último GP na Itália. E irei me aposentar do automobilismo. Foi um tempo realmente excepcional. Realmente amei todo momento, os bons e ruins", acrescentou Schumacher.
O alemão se aposenta com todos os recordes da categoria superados. Com sete títulos, dois a mais que Juan Manuel Fangio, Schumacher tem a oportunidade de conquistar mais um. Com a vitória em Monza neste domingo, ele diminui para dois pontos a diferença no Mundial de Pilotos.
"Todos esses anos na Fórmula 1 foram incríveis, especialmente aqueles que passei com meus amigos na Ferrari", disse Schumacher. "Em breve meu futuro pertencerá à minha família, apesar de estar feliz por continuar fazendo parte da Ferrari. Mas por enquanto, o que importa é este campeonato", completou.
Ainda não ficou claro qual papel Schumacher terá na Ferrari, mas a escuderia anunciou que isso será definido apenas no final do ano. "Eu sempre disse que a decisão de parar seria exclusivamente dele, mas agora ela tomou um ar de tristeza", disse Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, que acompanhou a corrida no autódromo de Monza.