UOL Esporte Fórmula 1
 
26/11/2008 - 12h02

Jordan ridiculariza sugestão de medalhas de ouro na F1

LONDRES (Reuters) - O ex-dono de equipe da Fórmula 1 Eddie Jordan jogou um balde de água fria nos planos do chefão da F1, Bernie Ecclestone, de decidir o campeão mundial da categoria por medalhas de ouro, em vez dos tradicionais pontos.

"Eu acredito que não faz sentido", disse Jordan à rádio BBC, nesta quarta-feira.

"Eu não posso acreditar que ele está agindo certo, especialmente neste caso. O foco dele deveria estar no corte de custos, e em nada mais. O resto é apenas para enfeitar".

Ecclestone deseja que o piloto que vencer mais corridas no ano seja o campeão da temporada, segundo ele para tornar o esporte mais emocionante e evitar que se repita o que aconteceu este ano, quando o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, precisava apenas terminar em quinto lugar no Grande Prêmio do Brasil para ser campeão.

Hamilton conseguiu o que precisava -- e nada mais -- em Interlagos, vencendo Felipe Massa, da Ferrari, por um único ponto no campeonato, embora Massa tenha vencido seis corridas na temporada e o rival, cinco.

No plano de estilo olímpico de Ecclestone, os três melhores colocados vão ganhar as medalhas de ouro, prata e bronze. Os pontos seriam apenas para decidir a classificação geral das equipes.

O britânico, de 78 anos, voltou ao tema durante uma coletiva de imprensa, nesta quarta-feira, para anunciar uma nova patrocinadora para o esporte.

"Isso irá acontecer. Todas as equipes estão felizes, nós estamos felizes e a direção da FIA está feliz", disse ele.

Jordan, no entanto, disse que os pontos são de vital importância para que as equipes e os pilotos, principalmente para que as equipes menores consigam ganhar notoriedade.

"Um ponto é tão importante para as equipes menores quanto a vitória para McLaren e Ferrari", disse Jordan.

"Ele está pensando apenas no problema dos vencedores. Quando Hamilton perdeu a disputa em Spa e a vitória foi dada a Massa, você pode imaginar a controvérsia que seria criada?", acrescentou o irlandês.

"Não é suficiente ele dizer que todas as equipes aprovaram. Desculpa, mas eu não acredito".

(Reportagem de Alan Baldwin)

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