UOL Esporte Fórmula 1
 
26/03/2009 - 07h00

Brasileiros abrem temporada na luta para derrubar "maldição" na Austrália

Bruno Chazan
Em São Paulo
Primeira etapa do Mundial de Fórmula 1, o GP da Austrália é um trauma para pilotos brasileiros na era pós-Senna. Desde a morte do tricampeão, em 1994, nenhum brasileiro venceu a etapa, seja em Adelaide, onde foi disputada até 1995, ou Melbourne, sede desde 1996.

PROGRAMAÇÃO EM MELBOURNE
Reprodução
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O máximo que o Brasil conquistou nesse período foi quatro pódios, todos com Rubens Barrichello, pela Ferrari. O veterano da categoria chegou em segundo lugar em 2000, 2004 e 2005 e terceiro em 2001. Apesar de ter participado de 16 GPs na Austrália, o piloto da BrawnGP só foi pole uma vez (2002), quando abandonou logo na primeira curva após acidente com Ralf Schumacher.

Felipe Massa é outro que não tem boas recordações de Albert Park, apesar de ter sido palco de sua estreia na Formula 1, em 2002, pela Sauber. O ferrarista não conseguiu nenhum pódio na Austrália e tem como melhor resultado um sexto lugar, em 2007. Além disso, jamais largou na primeira fila.

Nos dois anos em que correu sem a sombra de Michael Schumacher, portanto, com chances reais de vitória, Massa deixou Melbourne sob decepção. Em 2007, dominou os treinos livres, mas sofreu com problema de câmbio na classificação e largou na 16ª colocação. No ano seguinte, saiu em quarto lugar e abandonou na 25ª volta, com o motor danificado.

O outro brasileiro que inicia a temporada 2009 também não tem boas lembranças de Melbourne. Nelsinho Piquet sofreu no treino oficial, saiu apenas em 20º lugar entre os 22 pilotos que largaram, mas na prova foi um mero coadjuvante, ficando entre os três últimos que corriam. Na 30ª volta, ele abandonou.

Em Melbourne, o Brasil ainda teve mais oito representantes, mas apenas um deles chegou na zona de pontuação: Ricardo Zonta, com o sexto lugar com a BAR em 2000. Ricardo Rosset, Pedro Paulo Diniz, Luciano Burti, Tarso Marques, Enrique Bernoldi, Antônio Pizzonia e Cristiano da Matta disputaram provas neste circuito australiano, porém não pontuaram.

Já em Adelaide, a performance foi melhor graças aos dois tricampeões do país na Fórmula 1. Nelson Piquet obteve o primeiro triunfo do país no GP da Austrália em 1990, a bordo da Benetton. Antes, ele havia sido segundo em 1986, com a Williams, e terceiro em 1988, dirigindo uma Lotus.

Ayrton Senna, porém, foi o brasileiro que mais brilhou na Oceania. Ele venceu a prova em 1991 e 1993, este seu último triunfo na categoria, foi segundo colocado em 1988 e detém até hoje o maior número de poles no GP da Austrália, com seis (1985, 1988, 1989, 1990, 1991 e 1993).

Além da dupla, o outro brasileiro que alegrou os torcedores foi Roberto Pupo Moreno, que conseguiu um heroico sexto lugar com a extinta AGS, na edição de 1987. Foi um dos dois pontos obtidos pela equipe francesa em sua trajetória na F-1. O outro ponto foi conquistado pelo italiano Gabriele Tarquini no GP do México-1989.

Nesta quinta-feira, Massa, Barrichello e Nelsinho têm mais uma oportunidade para encerrar esta escrita. Eles participam da primeira sessão de treino livre às 22h30 (horário de Brasília). Quatro horas depois terá início a segunda sessão. O treino oficial está marcado para às 3h de sábado, e a corrida tem largada prevista para às 3h de domingo.

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