A boa largada de Kimi Räikkönen e a sexta colocação ao final do GP do Bahrein asseguraram os três primeiros pontos da Ferrari na temporada de 2009 e evitaram o pior começo de campeonato da história da equipe. Mas o azar de Felipe Massa no início da corrida manteve a crise na escuderia, até porque o brasileiro terminou como retardatário do inglês Jenson Button, que venceu a prova pilotando o carro da recém-formada Brawn GP.
Enquanto o time construído com o que sobrou da Honda domina o Mundial, a Ferrari, tradicional potência da categoria, é obrigada a se contentar com três míseros pontos após quatro GPs disputados. Isso porque a boa largada de Räikkönen, que abusou do Kers e ganhou quatro posições no início, custou o bico de Massa, após uma aglomeração que envolveu também o brasileiro Rubens Barrichello.
"Eu entrei nos boxes, troquei a asa dianteira, mas a minha corrida foi bastante prejudicada pela parada prematura, após duas voltas. Então fui para atrás, peguei tráfego e eu não podia fazer nada para ser honesto",
comentou o piloto da Ferrari.
Massa, que tinha esperanças de conseguir pontuar após conquistar a oitava posição no grid de largada, desperdiçou mais uma oportunidade. Ele, que havia feito uma grande prova de recuperação na China, mas foi castigado pela falha no equipamento da Ferrari. Agora, o brasileiro aposta todas as fichas para o giro europeu do circo da Fórmula 1, que começa no dia 10 de maio, em Barcelona.
Para a prova na Espanha, a Ferrari promete melhoras com a apresentação do pacote de mudanças, visando se adaptar à nova conjuntura da categoria. Um novo tropeço no próximo GP pode significar o abandono da temporada de 2009, para que a equipe se concentre somente em 2010. O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, esteve no Bahrein para apoiar o time, e culpou as novas regras da Fórmula 1 pelo calvário da escuderia.
"Se as equipes que venceram os três últimos campeonatos, como Renault, McLaren, Ferrari, ou até mesmo equipes importantes, como BMW e Red Bull, fazem uma interpretação diferente das regras, quer dizer que algo não está bem claro", declarou Montezemolo, em referência direta à polêmica dos difusores.
"Por algum tempo achamos que seria fácil manter o topo. Fizemos isso por 10 anos, exceto em 2005, quando não fomos competitivos. O problema desse ano é que as regras ficaram bem confusas e sem o Kers no início ficou difícil," completou o dirigente.
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Com agências internacionais