UOL Esporte Fórmula 1
 
06/11/2009 - 07h06

Comparações nas equipes mostram disparidades em relação ao campeonato

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Nas disputas internas entre os pilotos de Fórmula 1, os números em treinos de classificação e corridas nem sempre condizem com a pontuação final do campeonato. Em um campeonato equilibrado, algumas marcas se tornam curiosas, como o fato de o brasileiro Rubens Barrichello, terceiro no campeonato, superar o inglês Jenson Button, campeão da temporada, nos treinos de classificação.

DISPUTA ENTRE OS PILOTOS NAS EQUIPES

ComparaçãoTreinos de ClassificaçãoCorridas
Brawn GP:
Barrichello x Button
10 x 75 x 12
Red Bull:
Vettel x Webber
15 x 28 x 9
McLaren:
Hamilton x Kovalainen
12 x 511 x 6
Ferrari:
Massa x Räikkönen
4 x 65 x 4
Williams:
Nakajima x Rosberg
3 x 143 x 14
Toyota:
Glock x Trulli
4 x 119 x 6
Renault:
Alonso x Piquet
9 x 18 x 2
Toro Rosso:
Bourdais x Buemi
2 x 73 x 6
BMW:
Heidfeld x Kubica
7 x 1010 x 7
Force India:
Fisichella x Sutil
6 x 68 x 4
Toro Rosso:
Alguersuari x Buemi
0 x 84 x 4
Ferrari:
Badoer x Räikkönen
0 x 20 x 2
Renault: Alonso x Grosjean7 x 06 x 1
Ferrari:
Fisichella x Räikkönen
0 x 50 x 5
Toyota:
Kobayashi x Trulli
0 x 22 x 0
Force India:
Liuzzi x Sutil
4 x 12 x 3
Se comparado o número de pontos dos companheiros de equipe na Red Bull, o alemão Sebastian Vettel e o australiano Mark Webber, é possível encontrar equilíbrio, mas o fato curioso é que mesmo com os 14,5 pontos de vantagem que fez Vettel, Webber chegou na frente do alemão mais vezes, foram nove contra oito. O que fez a diferença no caso foram as vitórias de Vettel, que terminou como vice-campeão.

Outro caso semelhante ocorre na Toyota, em que Jarno Trulli superou Timo Glock seis vezes e foi batido em outras nove, mas tem 8,5 pontos a mais. No caso da Brawn, em que Rubens Barrichello ficou 18 pontos atrás do campeão Button, foram 12 as vezes em que o inglês terminou a corrida na frente.

Há disparidades nas disputas entre o inglês Lewis Hamilton e o finlandês Heikki Kovalainen, com quase o dobro de vezes com o campeão de 2008 na frente do companheiro de McLaren, mas em duas equipes a diferença é mais expressiva, na Renault e na Williams. Na escuderia francesa, o espanhol Fernando Alonso ficou 16 vezes na frente de seus companheiros Nelsinho Piquet e Romain Grosjean nos treinos e fez 14 a 3 nas corridas, somando 26 pontos enquanto o brasileiro e o francês passaram em branco.

Já na Williams, Nico Rosberg tem total superioridade contra o japonês Kazuki Nakajima. O alemão teve um placar de 14 a 3 tanto nos treinos de classificação quanto na corrida. Além disso, Rosberg foi o piloto que mais liderou treinos livres e somou 34,5 pontos no campeonato, contra zero do japonês.

As comparações entre os pilotos de cada equipe ficaram mais difíceis neste ano, em comparação com o que ocorreu no ano passado. O número de pilotos, que foi de 22 em 2008, subiu para 26 neste ano, sendo que o número de equipes não aumentou. Cinco das dez equipes trocaram seus pilotos. A quantidade dos que não pontuaram também subiu, o que mostra não apenas uma queda no nível técnico, mas a falta de tempo para adaptação.

Os incidentes e acidentes ocorridos ao longo da temporada fizeram com que três pilotos que jamais haviam disputado corridas de Fórmula 1 estreassem, os casos do espanhol Jaime Alguersuari, na Toro Rosso, do francês Romain Grosjean, na Renault, e o japonês Kamui Kobayashi, na Toyota. Os dois primeiros substitutos foram escolhidos após as respectivas demissões do francês Sébastien Bourdais e do brasileiro Nelsinho Piquet, enquanto o terceiro entrou no lugar de Timo Glock após este ter se acidentado.

Outros dois pilotos mais experientes, ambos italianos, também acabaram escolhidos para corridas e os resultados não foram animadores. Fora de atividade, o veterano Luca Badoer fez apenas duas provas com a Ferrari, em substituição a Felipe Massa. O desempenho fraco nas duas provas foi o suficiente para ele ser dispensado e o também italiano Giancarlo Fisichella entrar para correr em seu lugar, e repetir os maus resultados. Vitantonio Liuzzi tinha um carro pior, a Force Índia, e não pôde demonstrar serviço.

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