Schumi chega a um mês em coma e especialistas acham que melhora é difícil

Das agências internacionais, em Paris (França)

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O acidente de esqui que deixou Michael Schumacher em coma induzido na França vai completar um mês nesta quarta-feira, dia 29, sem que informações sobre uma evolução no quadro de saúde do ex-piloto tenham sido divulgadas. Médicos especialistas são pessimistas ao falar sobre as possibilidades de recuperação do heptacampeão mundial de F-1.

"É muito pouco provável que o Schumacher que conhecíamos antes do acidente esteja de volta um dia", disse Gary Harstein, ex-chefe médico da Fórmula 1, sobre o estado de saúde do alemão, que bateu a cabeça em uma pedra após cair nos Alpes franceses. Desde então, o ex-piloto está internado no Hospital de Grenoble e poucas informações oficiais foram passadas à imprensa.

Mesmo que Schumacher consiga acordar do coma, Harstein não acredita que ele possa desenvolver normalmente as atividades que fazia antes do acidente. "Vamos ter que considerar como um trunfo da resistência humana se ele for capaz de caminhar, se alimentar, se vestir e conservar certos aspectos positivos de sua personalidade", disse o médico.

A análise é feita com base em estatísticas que, segundo Harstein, mostram que metade dos pacientes que sofrem traumatismos como o de Schumacher e passam um mês em coma, quando despertam, sofrem "deterioração neurológica significativa". "Se o estado vegetativo durar seis meses, as chances baixam em 20%. Depois de um ano, a recuperação da consciência é muito rara", afirmou o especialista.

O último comunicado oficial sobre o estado de saúde de Schumacher foi realizado no último dia 17 de janeiro, quando a família divulgou que o ex-piloto continuava "estável". Antes, dias após o acidente, os médicos do hospital de Grenoble falaram em "lesões cranianas difusas e sérias". O alemão passou por duas cirurgias e teve um hematoma retirado do lado esquerdo do cérebro.

"A cada dia que passa diminuem as possibilidades de ver a situação melhorar", disse o especialista em neurologia Jean-Marc Orgogozo, do hospital de Burdeos. Na mesma linha, o neurocirurgião do hospital de Beaujon, cidade que fica nos arredores de Paris, Philippe Decq, afirma que após três semanas do acidente, a falta de sinais como abertura dos olhos é um demonstrativo de "muita gravidade" do quadro.

No início do mês, a família de Schumacher pediu à imprensa que deixasse o hospital onde o ex-piloto está internado e reiterou que apenas as informações que vierem da equipe médica de Grenoble devem ser consideradas como oficiais. 

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