Tido como um dos jogadores mais completos da história do futebol, o alemão Lothar Matthäus ainda não fez muito sucesso como treinador, carreira que iniciou em 2006 com uma passagem relâmpago sobre o Atlético-PR. Talvez justamente pela desconfiança que inspira como comandante, o ex-jogador jamais treinou um time em seu próprio país. E neste domingo, ele resolveu reclamar.
Em entrevista ao
Allgemeine Zeitung, Matthäus disse que um "ídolo", como se intitulou, não merece esse tratamento. "Em outros países, os ídolos são tratados de uma maneira diferente em comparação com a maneira que eu sou tratado aqui", esbravejou. "Isso pode parecer um pouco arrogante, mas depois de Franz Beckenbauer, eu sou o segundo jogador alemão mais famoso ao redor do mundo. A Alemanha deveria ter vergonha de me tratar assim".
Na opinião de Matthäus, a resistência dos clubes alemães em oferecer-lhe uma vaga de técnico se deve a sua forte relação com o Bayern de Munique, onde se destacou durante sua carreira de jogador. Além disso, ele acha que as equipes veem uma relação muito próxima entre ele e o jornal local
Bild.
"Esses dois itens dos quais os clubes me acusam não têm fundamento. Eu não sou do Bayern de Munique nem do
Bild. Nenhum dos dois. E esses são meus maiores problemas na Alemanha", explicou Matthäus. "Eu espero que os clubes alemães apenas confiem e mim. E só depois vocês poderão fazer algum julgamento: ele é bom ou ruim".