Não importa se o novo técnico será experiente, vitorioso ou reconhecido. A principal preocupação da diretoria do Palmeiras está voltada no tempo em que ele permanecerá no Parque Antarctica. Após anos de indefinições e trocas de treinadores com poucos meses de trabalho, o clube alviverde mantém uma nova postura apoiada na longevidade no comando da equipe.
Desde 2004, o Palmeiras já trocou de treinador oito vezes. Nos últimos anos, porém, a postura da diretoria tem sido diferente em relação à demissão dos técnicos.
Em 2007, Caio Júnior permaneceu durante toda a temporada à frente do time. Depois dele, Vanderlei Luxemburgo assumiu a equipe e permaneceu um ano e meio no cargo, mesmo sofrendo pressão de parte da torcida durante meses.
Agora, o Palmeiras busca um novo treinador para ampliar a sequência dos longos trabalhos no clube e por isso só assinará um contrato válido até o fim de 2010.
"Não podemos escolher qualquer um, pois iremos assinar um contrato de um ano e meio e pretendemos cumpri-lo até o fim. A saída do Luxemburgo nos pegou de surpresa, tudo o que aconteceu. Nossa intenção inicial era mantê-lo até o fim do contrato, mas infelizmente não foi possível", comentou o gerente de futebol, Toninho Cecílio.
Atualmente, a prioridade do Palmeiras é Muricy Ramalho. Porém, o clube ainda aguarda uma resposta do ex-são-paulino e trabalha com alternativas, como Silas, Dorival Júnior e Arce. Nenhuma deles tem um currículo semelhante ao do tricampeão brasileiro. Porém, eles foram selecionados com base no eventual projeto para o Palmeiras nos próximos 18 meses.
"Não precisa ser um treinador que já tenha conquistado vários títulos e sim alguém com uma mentalidade vencedora e que se encaixe no Palmeiras. Poderíamos oferecer um contrato até o fim do Brasileiro, mas pensamos mais para frente. Pensamos no que vai acontecer agora e depois", completou Cecílio.