Com a conquista da Copa do Brasil e a garantia da vaga na próxima Copa Libertadores da América, abriu-se definitivamente o período de especulações no Corinthians. O que antes era tratado com discrição já é falado abertamente no Parque São Jorge. O time será mesmo reforçado ainda no segundo semestre para se preparar para os desafios do ano de seu centenário. Principalmente a Copa Libertadores da América, obsessão da torcida.
"Isso é um trabalho que não para nunca. Você precisa ficar atento às possibilidades. Mesmo se não perdermos ninguém, também teremos que qualificar e trazer reforços", disse Mano, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Parque São Jorge. "Quando você vence, não é sinal de que tudo está bem. É sinal de que você foi o melhor naquele momento. Temos que continuar pensando em melhorar sempre."
Nesta sexta-feira, o volante Edu, campeão mundial de clubes pela Fifa, em 2000, rescindiu seu contrato com o Valencia. Ele é aguardado em São Paulo ainda no fim de semana para acertar os últimos detalhes de seu retorno ao Corinthians. A apresentação à imprensa deve ocorrer já na próxima semana.
Outro nome fortemente comentado no clube é o do volante Lucas, do Liverpool. Embora tenha negado qualquer negociação com o Corinthians, o jogador é amigo pessoal de Mano, com quem deve se encontrar neste sábado, em seu casamento, em Porto Alegre. Ele também é agenciado pelo mesmo empresário do treinador, Carlos Leite, que tem forte influência sobre a diretoria alvinegra.
Jogadores também devem deixar o Parque São Jorge, e não só aqueles cobiçados pelo exterior, casos de André Santos, Cristian, Elias e Dentinho. "Alguns tiveram oportunidades, mas não conseguiram se colocar num nível próximo dos titulares", admitiu Mano. Otacílio Neto tem proposta do Botafogo e do futebol turco. Os laterais Diogo e Wellington Saci não vêm agradando e também podem sair.
É certo que o Corinthians não deve formar um time de "galácticos" para a Libertadores, como fez o Real Madrid. E por opção de Mano, que logo após o jogo contra o Internacional tratou de frear a imaginação dos mais otimistas.
"Mesmo no calor da emoção da conquista eu deixei claro: grandes times não são montados dessa maneira como eu tenho ouvido e lido, com jogadores que têm grande sucesso na carreira. Não é só assim. A realidade exige muita competitividade, jogador que quer encontrar seu espaço para crescer. Até pela questão do orçamento", analisou o treinador.