Estratégia usada rotineiramente pelo técnico Adilson Batista, do Cruzeiro, o "treino secreto" foi adotado pela primeira vez por Celso Roth, em dois meses de trabalho no Atlético-MG, na tarde desta quinta-feira, na Cidade do Galo. A proximidade com o clássico entre os times alvinegro e celeste, no domingo, às 16h, explica o trabalho fechado à imprensa.
"Faz bem, clássico é diferente, tem clima diferente, situação diferente, acho que vale a pena dar uma seguradinha nas informações, essas coisas todas até para criar uma certa dúvida", explicou Celso Roth, que considerou "muito proveitoso" o treinamento da tarde desta quinta-feira.
"O treino de ontem (
quarta-feira) foi proveitoso, o de hoje (
quinta-feira) então, em dois turnos foi ótimo", afirmou Celso Roth, que não quis adiantar informações sobre o time que o Atlético utilizará no clássico contra o Cruzeiro. "Tem algumas coisas que precisamos esperar, o julgamento principalmente", acrescentou.
Celso Roth, que será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), se referiu especialmente aos casos do zagueiro Werley e do meia Evandro, que irão a julgamento na mesma audiência, a partir das 14h. Ele depende do resultado para montar o time, já que pelo menos Werley tem vaga assegurada na equipe titular.
Não foi apenas o treinador atleticano que considerou "proveitoso" o trabalho secreto. Os jogadores também aprovaram a novidade. "É sempre importante em se tratando de um clássico. O Cruzeiro é um time que sabe do tudo, assim como a gente tem que saber tudo do Cruzeiro. Acho que qualquer detalhezinho é importante, então, foi por isso que ele optou por fazer um treinamento secreto e ensaiar algumas jogadas", salientou.
Para o volante Jonílson, fazer trabalho fechado é uma situação normal perto de jogos importantes. "Em todo clássico cada um esconde a escalação do outro. Fizemos jogadas ensaiadas, que a gente não pode mostrar para ninguém. Em se tratando de clássico, tudo é válido, ainda mais contra o Cruzeiro", observou o jogador atleticano.