A oposição ao presidente Roberto Horcades sofreu a segunda derrota na esfera judicial em relação a antecipação a data da votação do impeachment do mandatário do clube, marcada para o próximo dia 19. Os desembargadores da Câmara Cível, segunda instância do Tribunal de Justiça, indeferiram terça-feira passada o agravo de instrumento que pedia a reforma da sentença da juíza Érica de Castro, que já havia confirmado a data da reunião.
Os defensores do impedimento do presidente Horcades entraram na última sexta-feira com o recurso, a segunda tentativa de antecipar a reunião do impeachment. A oposição alega que o dia 19, véspera do feriado da Consciência Negra, poderá prejudicar o quorum da reunião, já que muitos conselheiros poderiam estar viajando e esvaziar a votação.
O presidente do Conselho Deliberativo do Fluminense, Carlos Henrique Mariz, foi acusado pela oposição de ter rasgado o estatuto do clube ao marcar a reunião do impeachment para o dia 19. O vice-presidente geral do clube, José de Souza, chegou a bater boca com Mariz pela imprensa.
Para a reunião do dia 19 ser levada adiante, 151 dos 300 integrantes do Conselho Deliberativo deverão estar presentes. Para Horcades ser afastado do cargo, dois terços dos conselheiros devem votar a favor do impeachment, mas o processo poderá ser encerrado caso não haja quorum mínimo.