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07/11/2009 - 07h09

Erros e Marcelinho Carioca fazem Corinthians focar bola parada

Alexandre Sinato
Em São Paulo
A torcida do Corinthians já comemorou muitos gols de falta de Marcelinho Carioca, mas neste domingo tal especialidade será uma preocupação para os alvinegros. A simples presença do meia na equipe do Santo André já deixaria a equipe de Mano Menezes em alerta, mas os gols sofridos recentemente aumentam, e muito, o cuidado.

No último domingo, no empate por 2 a 2 com o Palmeiras, o Corinthians saiu na frente duas vezes no placar e cedeu a igualdade em dois lances de bola parada. Mesmo com um jogador a mais, viu o rival evitar o revés e assegurar um ponto importante na classificação.

Mano ficou insatisfeito com o desempenho defensivo e por isso aproveitou a semana para tentar corrigir tais falhas. "Eu tinha a obrigação de trabalhar a bola parada defensiva. Se tomamos dois gols, é porque as coisas não funcionaram bem. Embora já seja novembro, é preciso repetir as jogadas e cobrar o time", disse o treinador.

Na última sexta-feira, ele intensificou esse tipo de trabalho. O jovem Marcelinho, xará do "Pé de Anjo", foi o responsável por boa parte das cobranças em direção à área. A defesa pôde começar a se habituar com o nome que promete levar perigo no jogo do Pacaembu.

"Coincidentemente, era um Marcelinho que estava batendo as faltas. Mas a bola dele chega um pouco diferente, domingo ela será mais venenosa e com mais qualidade. Não podemos deixar a bola entrar no lugar que foi fatal para o nosso time no domingo passado", ressaltou Mano.

E o cuidado com Marcelinho Carioca precisa mesmo ser grande. Segundo o Datafolha, ele é o segundo jogador deste Brasileiro que mais finaliza, com média de 3,6 tentativas por jogo. Ele também é o segundo que mais cruza: média de 8,9.

Reencontro
A partida diante do Santo André também marcará o reencontro de dois companheiros vitoriosos pelo Corinthians. Em sua segunda passagem pelo clube, Edu poderá rever Marcelinho Carioca, seu parceiro nas conquistas do Mundial (2000), do Brasileirão (1998 e 1999) e do Paulista (1999).

"Todo mundo sabe dos problemas que existiam naquele grupo, mas o Marcelo sempre foi muito bacana. Ele sempre me ajudou e nunca o vi desejando mal a ninguém, pelo contrário. Somos amigos e tive o prazer de jogar com ele, aprendi muito. É uma pena que hoje esteja do lado contrário", comentou Edu.

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