A partida entre Atlético-MG e Flamengo, neste domingo, no Mineirão colocará frente a frente o goleiro atleticano Carini e o atacante rubro-negro Adriano. Ex-companheiros de Inter de Milão, e com passagens por outros clubes italianos, eles jamais se enfrentaram, nem mesmo em confrontos entre as seleções uruguaia e brasileira, apesar da longa trajetória de ambos defendendo seus países.
Em 2004, Carini e Adriano estiveram próximos de se enfrentar na Copa América. Convocado para a seleção uruguaia, o hoje goleiro atleticano se contundiu e foi substituído por Viera, que defendeu a meta da "Celeste Olímpica" nas semifinais vencidas pelo Brasil nos pênaltis, após 1 a 1 no tempo normal, com gol de Adriano.
O goleiro atleticano e o camisa 9 rubro-negro atuaram juntos nas temporadas 2004/2005 e 2006/2007 pela Inter de Milão. No futebol italiano, Carini atuou ainda na Juventus, entre 2000 e 2002, e no Cagliari, entre 2005 e 2006. Já Adriano defendeu também a Fiorentina, em 2002, e o Parma, entre 2002 e 2004.
Na Itália, Carini pôde acompanhar de perto as boas atuações de Adriano que o levaram a ganhar o apelido de Imperador, dado pela torcida da Inter de Milão. Portanto, o goleiro atleticano sabe bem que é preciso ter atenção especial com o atacante.
"Todo mundo que conhece o Adriano sabe que é um grande jogador. Um jogador de muita experiência, que já foi a um Mundial e que tem muita história. O Atlético tem de estar tranquilo, se empenhar como sempre, não lhe dar espaços, porque é um jogador que a qualquer momento pode definir a partida", afirmou o goleiro uruguaio.
No entanto, Carini rechaça a ideia de que a partida se torne um confronto voltado para goleiro e atacante. "Todo mundo conhece Adriano, está fazendo um ótimo campeonato, mas o jogo é entre Atlético Mineiro e Flamengo, não é entre Carini e Adriano. O importante é que o Atlético ganhe. É uma partida muito importante para nós, estamos jogando muitas coisas, o campeonato, a Libertadores", salientou.
O goleiro uruguaio ressalta ainda que o Atlético deve ter atenção com outros jogadores do Flamengo, além de Adriano. "Não posso falar só de Adriano, porque estaria faltando com respeito ao Flamengo. Temos que pensar no grupo, no Flamengo como coletivo, que é perigoso", destacou.