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08/11/2009 - 07h01

Por retomada do topo, Muricy Ramalho aclama bola parada no Maracanã

Bruno Thadeu
Em São Paulo
Muricy Ramalho não usa números ou retrospectos para justificar tamanha predileção por jogadas de bola parada, estratégia que rendeu três títulos nacionais com o São Paulo. O treinador é mais direto. No futebol atual, quem não usa esse tipo de jogada está "perdendo tempo", alega o treinador. Contra o Fluminense, neste domingo, às 16 h, o Palmeiras espera seguir à risca o "padrão Muricy" e recuperar a liderança perdida para o São Paulo.

No empate diante do Corinthians, o time alviverde ficou duas vezes em desvantagem no marcador, mas conseguiu empatar graças a dois gols de cabeça em cobranças de falta.

Quatro dos últimos oito gols do time no Nacional nasceram em lances de bola parada.

O Campeonato Brasileiro tem mostrado a importância desse tipo de jogada. Dos 935 gols marcados até a rodada passada, 267 surgiram em jogadas de bola parada (falta, escanteio ou pênalti): 28,6% dos gols, conforme levantamento do Datafolha. Resumindo: de cada 10 gols, quase três são de bola parada.

"A obrigação de qualquer técnico é treinar isso. Se no futebol o número de falta aumentou, o número de bola parada aumentou. E se o técnico não treinar isso não vai ganhar nada", avisa Muricy.

O percentual de gols em jogadas de bola parada aumentou no Palmeiras depois que Muricy assumiu o comando da equipe - em 29 de julho, vitória sobre o Fluminense, 1 a 0, no Parque Antarctica.

A média de gols do Palmeiras ocorridos graças a faltas, pênaltis ou aproveitando cobranças de escanteios pulou para 34,6%. Com Luxemburgo e Jorginho, a média era de 27%.

Para o duelo diante do Fluminense, Muricy não terá seu cobrador preferido: Cleiton Xavier, que se recupera de lesão. No São Paulo tricampeão brasileiro, o treinador tinha várias opções: Rogério Ceni, Hernanes e Jorge Wagner, hoje concorrentes ao título.

"Todos os técnicos treinam, mas é claro que você precisa de um cobrador ou adaptar alguém. Uma coisa que não pode suportar é na hora do escanteio ter três jogadores para bater. Isso não é time. Na minha cabeça, se existe bola parada no futebol o cara tem que usar", reforça Muricy.

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