O treinador Mário Sérgio, após o empate do Internacional com o Grêmio Barueri em 1 a 1, neste domingo, resultado que afastou o clube gaúcho um pouco mais do G-4 do Campeonato Brasileiro, concedeu uma entrevista demonstrando irritação e disparou contra os críticos do time. O técnico pouco falou sobre a partida que encerrara pouco antes, preferindo manifestar sua contrariedade para com jornalistas.
"Vocês tratam a coisa como se fosse direcionada sempre para o lado negativo e isso enche o saco", disse Mário Sérgio na entrevista em que externou revolta com o procedimento da imprensa gaúcha, ou ao menos com parte dela.
Ele disse que tem lido e ouvido comentários que encara como feitos, de propósito, para prejudicá-lo. Logo depois de lembrar que também já trabalhou em veículos de comunicação e sabe como as coisas funcionam, disparou: "Sei que é normal querer tumultuar, jogar fogo, e já tentaram me jogar contra o motivador do clube, contra o presidente, e agora estão tentando jogar os jogadores contra todo mundo".
Mário Sérgio já comandou o Inter em sete jogos, desde que chegou para substituir Tite, e tem apenas duas vitórias, contra três derrotas e outros dois empates. Ao ser lembrado desse retrospecto ruim, se defendeu comentando que "qualquer pessoa sabe que para a avaliação de um profissional é preciso dar um tempo mínimo de seis meses, e estou há um mês apenas. Querem que eu monte uma seleção e ganhe de todo mundo?"
Mário Sérgio afirmou que grande parte dos comentários são feitos por pessoas "com falta de preparo", pois, como acrescentou, "as críticas são sempre feitas em cima de resultados, e isso irrita".
Sobre o jogo, falou pouco, mas resumidamente avaliou que o Inter merecia ter vencido, pois "o time fez uma partida excepcional". Ainda rebateu comentários de que tem mudado a equipe em demasia, trocando escalação e esquema a cada rodada, e mantendo o discurso afiado, afirmou: "Não tenho compromisso de repetir escalação, o time vai mudar sempre que necessário e ninguém vai se meter. O time é meu, não é da imprensa, nem de ninguém".