Expulso na partida contra o Grêmio por atingir o volante Túlio, o atacante Borges pediu para fazer um pronunciamento para a imprensa para explicar o lance que originou sua expulsão de campo, mesmo sem ter ainda a confirmação de quando será julgado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).
Borges usou a baixa estatura e a força de vontade em ajudar o São Paulo como justificativas pelo lance, e disse confiar em seu retrospecto de bons comportamentos para ser absolvido no caso.
"Meu histórico mostra que eu só tive dois cartões vermelhos na minha carreira, e nunca machuquei ninguém nos três anos que estou aqui. Sou um atacante mais baixo e necessito do meu corpo para fazer essa função de pivô", disse o jogador.
"Não tenho a função de marcar, mas naquele momento procurei usar meu corpo para tentar proteger. Tive até muita vontade no lance, de querer mostrar que quero fazer o meu melhor. A prova de que não fui desleal é que eu tomei o segundo cartão amarelo no lance, e não fui expulso direto", complementou.
Mas um dia depois da partida contra o Grêmio, o atacante Borges confessou ao
UOL Esporte que seu ato contra Túlio foi um revide ao fato de que o gremista já agrediu seus companheiros de equipe.
"Ali interferiu a vontade de ajudar o grupo. O Túlio já pisou na cara do Leandro [ex-atacante do clube], já deu um soco na barriga do André Dias e subiu com os braços abertos no lance. Sou ser humano e errei de revidar", declarou na ocasião.
No pronunciamento desta terça, Borges falou que já pediu para a diretoria do São Paulo para estar no STJD durante o julgamento. O atacante fez elogios ao corpo jurídico do time tricolor e a comissão de julgadores do Tribunal.
"Confio nesse clube, na diretoria e no departamento jurídico do São Paulo. Já pedi para que pudesse ir ao julgamento. Confio no Tribunal e espero que venha ser julgado pelo meu histórico, pois eu nunca agredi alguém. Acredito na coerência, até porque as pessoas que trabalham no Tribunal são corretas".
O atacante do São Paulo não teme que o jogo contra o Grêmio seja o último com a camisa do time tricolor, já que a pena máxima que ele pode levar é de 540 dias.
"Não pensei porque acredito que não vai ser meu último jogo. Estava com vontade de ajudar a minha equipe, pois estava de fora no jogo. Acredito no departamento jurídico de São Paulo, acredito na justiça do Tribunal e no meu histórico pelo São Paulo".