Aos poucos começam a aparecer as razões da vertiginosa queda do Goiás na tabela do Campeonato Brasileiro da Série A.
Depois de ser considerado um dos candidatos ao título da competição e apontado como um dos times que brigaria até as últimas rodadas por uma das vagas na próxima Libertadores, o time goiano caiu de produção no segundo turno e agora ocupa a modesta décima colocação, com 47 pontos.
Depois de completar oito jogos sem vitórias, os jogadores começaram a demonstrar um descontentamento sobre um suposto acerto entre elenco e diretoria em relação à premiação, o chamado 'bicho', incentivo financeiro dado aos jogadores para ganhar jogos ou conquistar objetivos na temporada.
"O valor de R$ 130 mil, por rodada na liderança, é pouco", disse o atacante Iarley, o primeiro atleta do grupo a reclamar, em entrevista coletiva.
Depois, no início desta semana, foi a vez do goleiro Harlei comentar sobre a falta de um acerto em relação ao acordo financeiro. O camisa 1 confirmou que o negócio feito com o presidente Syd de Oliveira Reis foi de uma premiação a cada rodada que o time ficasse na liderança.
O goleiro disse ainda que ficou combinado de que haveria uma outra reunião para definir os prêmios em caso de conquista do título ou de vaga na Libertadores, mas que devido a queda de rendimento essa reunião não chegou a acontecer.
"Se isso aconteceu tem que vir às claras", completou Harlei.
Problemas à parte, o Goiás se prepara para o jogo diante do Santo André, no domingo, às 19h30, no estádio Serra Dourada. Para este confronto, a equipe não terá Amaral e João Paulo, suspensos.
Já o zagueiro Rafael Tolói, que será julgado nesta sexta-feira pela expulsão no confronto diante do Palmeiras e também pode ficar de fora deste jogo e do duelo da próxima semana, contra o Flamengo, no Maracanã.
Por sua vez, os atletas Léo Lima, Vítor, Júlio César e Marcus Vinícius seguem em tratamento no departamento médico do Goiás e são dúvidas para o duelo desta rodada.