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26/11/2009 - 07h07

Para Roth, queda de rendimento do Palmeiras é mais acentuada que a do Atlético

Bernardo Lacerda
Em Belo Horizonte
O confronto entre Palmeiras e Atlético-MG, no próximo domingo, às 17h, no Parque Antarctica, reúne duas equipes que padecem do mesmo mal: queda de rendimento e, consequentemente, de posição na tabela de classificação. Há quatro rodadas, o alviverde paulista ainda liderava o Brasileirão e o alvinegro mineiro ocupava a terceira colocação, o que os colocava como candidatos reais ao título. Para o técnico Celso Roth, no entanto, o desequilíbrio palmeirense é maior que o do alvinegro.

Bruno Cantini/site oficial do Atlético-MG
Bruno Cantini/site oficial do Atlético-MG
Celso Roth avalia que o "desequilíbrio" do Palmeiras é mais acentuado que do Galo
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Após seguidos tropeços, o Atlético-MG saiu do G4, ocupando a quinta posição, com 56 pontos, três a menos que o Palmeiras, quarto colocado. O time atleticano tem chances apenas matemáticas de chegar ao título, enquanto a equipe palmeirense, apesar de estar melhor colocada, também não tem muitas possibilidades de ser campeão. Já a conquista de vaga na Libertadores é um objetivo mais viável.

Segundo Celso Roth a situação dos dois clubes tem de ser analisada de forma diferente. "O Atlético nunca foi tratado como favorito, sempre como uma surpresa. Então, eu acho que a queda de rendimento do Palmeiras é algo muito maior, mais acentuada que a do Atlético", enfatizou.

O treinador atleticano considera que o desequilíbrio do Palmeiras é "mais significativo" que a equipe que comanda. "O Palmeiras investiu alto no time, vem com um trabalho de mais tempo, com uma parceria, então, por tudo isso, o desequilíbrio do Palmeiras me parece ser maior", ressaltou.

Nos 12 últimos pontos disputados, o Palmeiras obteve dois empates e duas derrotas, somando apenas dois dos 12 pontos, o que significa 16,66% de aproveitamento. A equipe de Muricy Ramalho empatou com Corinthians e Sport, ambas por 2 a 2, sendo derrotada por Fluminense (1 a 0) e Grêmio (2 a 0).

Os números do Atlético-MG não são muito melhores: três pontos em 12, desempenho de 25%. Nas últimas quatro rodadas, o time de Celso Roth venceu apenas o Goiás, por 3 a 2, no Serra Dourada, perdendo as três partidas seguintes, para Flamengo, por 3 a 1, no Mineirão; Coritiba, por 2 a 1, no Couto Pereira, e Internacional, por 1 a 0, novamente no estádio da Pampulha.

O volante Correa, que defendeu o Palmeiras entre 2003 e 2006, conquistando inclusive o título da série B em seu primeiro ano no clube paulista, conhece a dificuldade de atuar no Parque Antarctica. Segundo ele, a partida será "mais uma final", agravada pela situação do adversário.

"O Palmeiras vem em um momento conturbado, por tudo que aconteceu, a gente sabe que jogar no Parque Antarctica é um jogo difícil, onde se o Palmeiras vencer vai dar um passo grande e se a gente vencer também vamos", observou. "Precisamos ir lá sabendo o que temos de fazer. É um jogo importante para a gente. Temos de ir lá tentar vencer e definir a vaga no Mineirão", acrescentou.

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