De todas as lesões dos jogadores do Palmeiras na reta final do Brasileiro, a de Cleiton Xavier foi a mais sentida por Muricy Ramalho. O treinador afirmou repetidas vezes que a ausência do meia travou a armação das jogadas e complicou o esquema do time. Mas depois de ficar afastado por mais de um mês, o camisa 10 deve enfim retornar à equipe no domingo, contra o Atlético-MG, com a missão de salvar a criação ofensiva alviverde nos dois jogos restantes do torneio.
Cleiton Xavier sentiu a lesão na coxa direita no duelo contra o Santo André do dia 21 de outubro e desde então ficou afastado da equipe. Desta forma, Diego Souza virou o centro das atenções no setor, já que o reserva Deyvid Sacconi foi escalado como titular em apenas uma partida ao longo da recuperação do camisa 10 - na rodada passada, contra o Grêmio.
Líder em assistências da Série A com dez passes para gol, Cleiton Xavier viu a média de gols do Palmeiras ter uma leve queda de 1,53 por jogo para 1,4. Ainda assim, o jogador minimizou qualquer dependência da equipe em relação ao seu retorno.
"Eu não sou o salvador da pátria e nem ninguém do Palmeiras é. Todo mundo está consciente que precisa fazer sua parte", destacou o meio-campista. "É importante atuar ao lado do Diego, pois isso ajuda a confundir os marcadores. Fica mais difícil para eles do que só com um meia", completou o atleta, que também lidera o ranking de cruzamentos da equipe segundo o
Datafolha.
Apesar de afirmar que está pronto para atuar, Cleiton Xavier admitiu não estar em plena forma física. O jogador disse que não sente mais dores na coxa, mas que ainda precisa recuperar o ritmo de jogo. Isso poderia diminuir seu tempo em campo no duelo de domingo.
"Ainda não estou 100%, mas não é por causa das dores. É pelo tempo parado mesmo. Pelo o que treinei, acho que aguento os 90 minutos, mas sei que é complicado. De repente, 45, 70 minutos já dá, mas precisamos esperar", completou o atleta, que realizou apenas um treino físico na manhã desta quinta-feira em Itu.