O Palmeiras disputa neste domingo seu último jogo em casa da temporada sem clima de festa. Após seguidos protestos da torcida pela má fase alviverde, o time encara o Atlético-MG no Parque Antarctica ciente da pressão e em alerta com as possíveis reações dos aficionados no caso de um resultado negativo.
"Sabemos que o momento não é bom e que o torcedor vai cobrar a vitória. Mas essa é nossa obrigação. Só pedimos para eles nos ajudarem ao máximo, pois esse jogo é fundamental. Mas temos consciência que tudo pode complicar se não correspondermos", comentou o lateral Wendel.
A diretoria resolveu lançar uma promoção para a partida deste fim de semana, diminuindo o preço dos ingressos. A entrada para a arquibancada, por exemplo, custa R$ 20.
Como resultado, o clube terá grande apoio da torcida já que até a última sexta mais de 23 mil entradas haviam sido comercializadas. O número está a apenas três mil da carga total do duelo contra o Flamengo, em outubro, recorde de bilheteria no ano do estádio.
Apesar de contar com a casa cheia, o Palmeiras pode ver o apoio se transformar em protestos no caso de um resultado negativo. Na semana passada, o elenco foi recepcionado com pipocas após da derrota para o Grêmio. Depois disso, alguns jogadores, como Vagner Love e Lenny, chegaram a ser marcados pela torcida por serem supostos "baladeiros".
"Também acho que esse não é o melhor momento para sair, mas não percebi nada de diferente", minimizou Cleiton Xavier. "É importante que a torcida tenha paciência, pois precisamos de apoio em toda a partida. Isso facilitará para nós e deixará tudo mais difícil para o Atlético", completou.
Caso derrote o Atlético-MG em casa, o Palmeiras ficará próximo da vaga na Libertadores. O time chegaria aos 62 pontos na tabela do Campeonato Brasileiro e ficaria fora do torneio apenas se perdesse a partida seguinte e visse o Cruzeiro se igualar na classificação.