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  • Clubes apelam a técnicos campeões para o Brasileiro; Lopes e Andrade pedem vaga
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Andrade, vencedor com o Fla, é um dos poucos técnicos campeões desempregados

Andrade, vencedor com o Fla, é um dos poucos técnicos campeões desempregados

20/05/2012 - 06h01

Clubes apelam a técnicos campeões para o Brasileiro; Lopes e Andrade pedem vaga

José Ricardo Leite
Do UOL, em São Paulo

Ter um título do Campeonato Brasileiro no currículo é uma boa maneira de se estar empregado em um time que disputa a Série A nacional. Pelo menos em 2012, os técnicos com estas conquistas parecem desfrutar do bom passado.

Dos 20 clubes que brigam pelo título da elite nacional, oito deles, ou 40%, apostam em comandantes que já têm esse troféu em sua galeria.

Vanderlei Luxemburgo (Grêmio), Muricy Ramalho (Santos), Emerson Leão (São Paulo), Luiz Felipe Scolari (Palmeiras), Joel Santana (Flamengo), Tite (Corinthians), Oswaldo de Oliveira (Botafogo)  e Geninho (Portuguesa) começam a competição empregados.

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  • "Sou antigo, mas estou atualizado", falou o bicampeão.

O primeiro é o maior campeão de Brasileiros, com cinco conquistas (Palmeiras-93/94, Corinthians-98, Cruzeiro-2003 e Santos-2004). Muricy é o segundo, com quatro (São Paulo-2006/07/08 e Fluminense-2010). Leão venceu com o Sport, em 87, e com o Santos, em 2002.

Depois, todos os outros têm um título em sua galeria. Scolari com o Grêmio, em 96,  Joel com o Vasco, em 2000, Tite com o seu atual Corinthians, no ano passado, mesmo clube pelo qual Oswaldo levantou a taça em 1999, e, por fim, Geninho levou o Atlético-PR ao topo em 2001.

Outros técnicos campeões brasileiros (desde 1971, quando o torneio nacional passou a se chamar Campeonato Brasileiro) já não exercem mais a  função, como Rubens Minelli (Internacional-1975/1976 e São Paulo-1977), Carlinhos (Flamengo-1992), Carlos Alberto  (Guarani-1978), Carlos Alberto Torres (Flamengo-1983), Carlos Alberto Parreira (Fluminense-1984), Evaristo de Macedo (Bahia-1988), Nelsinho Rosa  (Vasco-1989), Mario Travaglini (Vasco-1974) e Pepe  (São Paulo-1986).

Osvaldo Brandão (Palmeiras-1972/72), Ênio Andrade (Internacional-1979, Grêmio-1981 e Coritiba-1985), Telê Santana (Atlético-MG-1971 e São Paulo-1991) e Cláudio Coutinho (Flamengo-1980) morreram, enquanto Nelsinho Baptista (Corinthians/1990) e Paulo Autuori (Botafogo/1995) estão empregado fora do Brasil, e Paulo César Carpegiani no Vitória, na Série B.

Técnicos campeões desempregados só existem dois no mercado: Antônio Lopes, que triunfou com Vasco, em 97, e Corinthians, em 2005, e Andrade, que em 2009 comandou o Flamengo.

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Ambos dizem estar à espera de boas propostas e manifestam desejo de continuar exercendo a profissão.

“Estou disponível e aberto a conversas”, falou Andrade, que diz estar fora do mercado por não ter bom empresário. “Nesse meio é só quem indica, por indicações. Eu nunca tive bom empresário. Quando assumi o Flamengo, estava lá dentro já. Eles [empresários] já tem seus clubes e treinadores. O mercado fica complicado e fechado”, continuou.

Lopes minimiza esse tipo de ajuda e diz que já recusou algumas ofertas recentemente. Mas quer pegar um clube que dê boas condições. “Tive propostas, mas não era algo que me interessou. Fio desemcapado eu já peguei, não quero mais tomar choque. Espero coisas boas e que me deixe em condições de ganhar títulos”, falou.

“Eu também não tenho empresário, mas isso nunca me atrapalhou. Sempre negociei direto com os presidentes ou vices. Estou agora à espera. Tenho acompanhado muito futebol europeu e nacional pela TV, pela internet e ido a congressos. Estou sempre na ativa. Sou antigo e atualizado. Não fiquei parado", finalizou Lopes.