Emerson foi um dos medalhões do time que já teve de encarar o banco de reserva
Tite usa a palavra “competitividade” como um de seus mantras. Ele prega que em seu time não existe jogador com vaga cativa. O discurso não fica apenas na teoria. Com exceção de Ralf, todos os jogadores do elenco um dia já foram reservas no Corinthians. Estrelas do time, Cássio, Paulinho e Emerson já amargaram períodos no banco com Tite no comando.
Para o duelo contra o Bahia, neste domingo, às 16h, Jorge Henrique e Romarinho disputam uma vaga entre os titulares.
Paulinho só passou a ter espaço no Corinthians após as saídas de Elias e, posteriormente, de Jucilei. Durante vários jogos do Nacional de 2010 e no primeiro jogo da pré-Libertadores contra o o Tolima, no começo do ano passado, Paulinho era banco.
Emerson Sheik também experimentou a sensação de ser reserva no Brasileirão do ano passado, perdendo espaço para Willian. Bastaram alguns jogos para Sheik recuperar o posto.
Já Cássio era o terceiro goleiro do time dias antes virar titular do time diante do Emelec, no Equador, pelas oitavas de finais da Libertadores.
“Eu não posso só ficar na conversa dizendo que quem estiver melhor vai jogar. É preciso provar que isso acontece aqui. Falo para quem está jogando que se ele cair de produção, tem vários loucos para entrar no time. Então tem que jogar”, sorri Tite.
O treinador ganhou definitivamente a confiança do elenco quando sacou Chicão do time contra o São Paulo, no returno do Brasileirão do ano passado. Paulo André e Wallace formaram a dupla de zaga. A colocação do então capitão corintiano na reserva foi entendido pelo elenco de que a fisolofia do “joga quem estiver melhor” de fato era aplicada.
O mesmo ocorreu com Adriano, que mesmo sendo uma contratação de impacto, não teve espaço entre os titulares.
Alguns casos são curiosos. Danilo, por exemplo, não apenas frequentou o banco de reservas do Corinthians por mais de duas vezes como enfrentou a fúria da torcida alvinegra, que exigiu o desligamento do jogador do clube.
O protesto foi feito por torcedores de uniformizadas na porta do CT Joaquim Grava, em 2010. No pacote dos que “não prestavam”, segundo os torcedores, também constava Alessandro, que anos depois ergueria a taça da Libertadores, além de Souza e Moacir.
Ralf é o único que não experimentou a reserva do clube. O jogador chegou do Barueri em 2010. Estreou como titular e não saiu mais. Detalhe: ele nunca levou cartão vermelho.
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