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Coadjuvante, Borges conta que 'virou louco' ao trocar Santos pelo Cruzeiro

Do UOL, em Belo Horizonte

24/11/2014 10h40

Decisivo em 2013, o atacante Borges teve participação discreta na conquista do bicampeonato brasileiro de foram consecutiva. Prejudicado por lesões musculares, o artilheiro comemorou bastante não só o título conquistado neste domingo com a vitória sobre o Goiás, por 2 a 1, que ele não esteve em campo, mas o fato de ter optado, em 2012, por trocar o Santos pelo Cruzeiro.

"Lembro quando o Alexandre (Mattos, diretor de futebol) me perguntou se eu queria vir para o Cruzeiro. Ele disse que o time viveria um momento difícil em 2012 e que, em 2013, ele montaria um time para ser campeão. As pessoas me chamaram de louco quando saí do Santos, perguntaram se estava louco. Agora estamos aqui, com dois títulos brasileiros e vamos buscar a Copa do Brasil”, disse o centroavante durante a comemoração do título do Brasileirão 2014.

Borges terminou o Brasileirão 2013 como artilheiro do time celeste, com 10 gols assinalados e uma assistência em 24 partidas disputadas, sendo 21 como titular. Na atual edição, o centroavante atuou em dez jogos, sendo que esteve entre os suplentes em metade deles. O rendimento abaixo da expectativa não se restringe ao número de embates. O camisa 9 fez apenas dois gols no torneio e perdeu a vaga para Marcelo Moreno.

As lesões musculares foram as principais inimigas de Borges na temporada. O centroavante sofreu três estiramentos na coxa esquerda e, por isso, quase não apareceu entre os prediletos da comissão técnica.

Assim como Borges, Nilton e Dagoberto  viraram coadjuvantes na conquista do Brasileirão nesta temporada. Os dois também perderam espaço devido à queda de produção e pouco influenciaram no bicampeonato nacional consecutivo.

O volante Nilton teve que se acostumar à suplência. No ano passado, ele foi titular em 30 partidas da campanha vitoriosa cruzeirense. Nesta temporada, devido à melhora de rendimento de Henrique, atual titular do meio de campo, o atleta quase não atuou. Foram 15 partidas entre os 11 iniciais, metade do número de vezes se comparado a 2013.

A mudança de condição do meio-campista não se deve apenas à evolução do concorrente por uma vaga. Nilton também sofreu queda acentuada de produção. Se, na temporada anterior, fez sete gols, na atual, foram apenas dois tentos assinalados.

As ausências de Dagoberto ocorreram pelo mesmo motivo do antigo companheiro de linha de frente. O jogador sofreu com problemas musculares e foi titular em três jogos no Brasileirão 2014, sendo que marcou três gols e deu um passe pela equipe.

Na edição anterior do torneio, o camisa 11 foi um dos principais nomes dos comandados de Marcelo Oliveira. Entre os prediletos do treinador em 11 embates, o atacante fez quatro gols e distribuiu seis assistências.