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Irritado com desempenho defensivo, Roger cobra e faz ameaça a titulares

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

29/05/2017 04h00

Pela primeira vez desde que Roger Machado assumiu o comando técnico do Atlético-MG, o time completou três jogos consecutivos sem vitórias. O desempenho defensivo explica os resultados ruins da equipe alvinegra contra Fluminense e Ponte Preta, pelo Campeonato Brasileiro, e Paraná, pela Copa do Brasil. Foram sete gols sofridos  nessas três partidas.

Algo que também não tinha acontecido até então. Mas o alto número de gols sofridos nos jogos recentes é tratado internamente como falha de todos. “Não é culpa apenas dos zagueiros, a culpa é de todos”, comentou o zagueiro Gabriel, após o empate com a Ponte Preta.

Algo que o técnico Roger Machado concorda e faz até uma dura cobrança. O treinador atleticano quer uma maior participação dos jogadores ofensivos da equipe na hora de marcar. Caso isso não aconteça, Roger falta até mesmo em fazer mudanças na escalação.

“Time que quer ser campeão, tem que ser forte defensivamente. Mesmo quando entra jogadores com características ofensivas, tem de participar do processo defensivo. Senão, dessa forma, vou ter de empilhar volantes no time ou colocar um time com mais zagueiros, para me tornar mais forte defensivamente. Essa é a questão fundamental, é a análise feita e os números comprovam isso, junto das atuações e resultados”.

Com o empate em casa, diante da Ponte Preta, o Atlético já se vê pressionado no Campeonato Brasileiro, com apenas dois pontos conquistados em nove disputados. Pela frente uma semana complicada, com jogos contra Paraná, pela Copa do Brasil, e Palmeiras, fora de casa, pelo Brasileirão.

Jogos que o time precisa ir bem. No primeiro compromisso, contra o Paraná, no Independência, o Atlético precisa vencer para avançar na Copa do Brasil. Derrotado por 3 a 2 no jogo de ida, em Curitiba, a equipe mineira se classifica com uma vitória simples, por 1 a 0. Já contra o Palmeiras, é vencer para não se distanciar ainda mais dos líderes do Brasileirão.

“Sempre há cobrança, independentemente do resultado. Se a gente vence e acho que aconteceram as coisas como não deviam, também tem cobrança. O que acontece é que na vitória se esconde os defeitos. No último jogo da Libertadores, tomamos um gol quando vencíamos por 4 a 0 e teve a cobrança interna. Sempre há. Sempre há reorganização, cobrança, conversa e treino. Saímos frustrados contra a Ponte, dentro de casa, mas na próxima é estar com a confiança em alta de novo, pois quarta é decisão, na Copa do Brasil”, completou Roger Machado.