Dorival Junior tem, junto ao Vasco, motivos de sobra para comemorar. O treinador chegou como a grande aposta vascaína no ano de 2009 e não decepcionou. Sem modéstias, o comandante sabe de sua importância e faz questão de sentir o sabor e o orgulho deste acesso à Série A do Campeonato Brasileiro.
VASCO DERROTA O JUVENTUDE, ENCERRA 'AGONIA' E ASSEGURA RETORNO À SÉRIE A
-
Foram exatos 11 meses de agonia, ansiedade e incertezas. Mas em nenhum momento a torcida deixou de acreditar. Como prêmio, viu neste ensolarado e 'abafado' sábado, dia 7 de novembro de 2009, o Vasco confirmar com quatro rodadas de antecedência o seu retorno à elite do futebol nacional. Em jogo tenso no Maracanã, o time cruzmaltino venceu por 2 a 1 o Juventude, chegou a 70 pontos e agora tem como único objetivo na temporada buscar o título da série B.
"Esse sentimento é algo inexplicável. Foi um ano de agonia, a ferida estava aberta, doendo, mas em nenhum momento a torcida nos abandonou, deixou de nos apoiar. Estou muito feliz, eles merecem", disse Carlos Alberto.
"A cultura brasileira é cruel neste aspecto. Todos tacham esta nossa volta como obrigação, uma coisa natural para um clube da grandeza do Vasco. Porém, houve um grande trabalho envolvido até chegarmos a este ponto. Cabe louvar nossos feitos sim", declarou.
Com seis anos de carreira na profissão de técnico, Dorival vem em uma crescente no cenário nacional, e não esconde sua evolução durante os anos. Em 2007, depois de um vice-campeonato paulista com São Caetano e uma ótima passagem pelo Cruzeiro, no qual levou o time mineiro à Libertadores da América, esta temporada no Vasco vem qualificar o treinador como um dos principais nomes do Brasil.
"Não consigo analisar qual é o momento mais importante desta minha trajetória. O vice-campeonato paulista me projetou e, agora, tem esse ano aqui. Sei que sou um treinador caro, mas retribuo com entrega e trabalho. Tem técnicos muito mais baratos do que eu. Mas no final das contas, eles saem caro para o clube", disparou.
Nesta temporada, o comandante da nau vascaína passou por mais bonanças do que tempestades. Segundo ele, a amizade e a entrega do grupo foi a grande arma para conduzir na calmaria o projeto de retornar à primeira divisão.
"Os jogadores cumpriram com maestria o que se propuseram. Todos se sobressaíram. Tivemos mudanças de peças no decorrer do ano e eu quase não consegui repetir o mesmo time. Para o êxito continuar, tem de se manter entre 80 e 90% desse grupo", enfatizou.
Contudo, Dorival sabe que, para o próximo ano, reforços têm que chegar. Para continuar à frente do Cruzmaltino, o treinador prega a continuação do profissionalismo no clube, além de um desejo da diretoria em mantê-lo no cargo.
"A vontade de ficar existe. Mas tenho de ver um projeto que esteja à altura do Vasco. Ainda não houve nenhum contato e ainda nem é o momento. Mas quero que o time brigue por algo a mais no Brasileiro, não apenas se manter na primeira divisão", concluiu.