Na trajetória vascaína de 2009, Fernando Prass conseguiu no clube algo que nunca havia conquistado em sua carreira: projeção nacional. O goleiro de 31 anos chegou com status de reserva, tomou a posição de Tiago e, até agora, atuou em todos os jogos da Série B do Campeonato Brasileiro.
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Foram exatos 11 meses de agonia, ansiedade e incertezas. Mas em nenhum momento a torcida deixou de acreditar. Como prêmio, viu neste ensolarado e 'abafado' sábado, dia 7 de novembro de 2009, o Vasco confirmar com quatro rodadas de antecedência o seu retorno à elite do futebol nacional. Em jogo tenso no Maracanã, o time cruzmaltino venceu por 2 a 1 o Juventude, chegou a 70 pontos e agora tem como único objetivo na temporada buscar o título da série B.
"Esse sentimento é algo inexplicável. Foi um ano de agonia, a ferida estava aberta, doendo, mas em nenhum momento a torcida nos abandonou, deixou de nos apoiar. Estou muito feliz, eles merecem", disse Carlos Alberto.
"Depois deste ano passei a ser notado. Tive boas passagens no Coritiba e em Portugal. Porém este ano representa, em termos de exposição, uma notoriedade muito maior que tive nos sete anos, juntando as outras duas passagens", afirmou.
O camisa 1 voltou ao Brasil depois de três anos e meio jogando no União de Leiria, de Portugal. Lá, apesar do time não ser de ponta no Campeonato Português, o goleiro teve bastante sucesso e lembra com carinho dos feitos da época.
"Consegui belos resultados em Portugal. Aqui no Brasil, apesar de muitos brasileiros jogarem em terras lusitanas, o interesse pelo futebol deles é ínfimo. Temos jogadores de seleção ali e , mesmo assim, não se valoriza como se deveria. Agreguei bastante experiência lá", destacou.
Entendido de sua profissão, Fernando tem os pés no chão quando o assunto é futebol. Tanto dentro e fora de campo, o jogador sabe que vida de goleiro é difícil e tem a noção de que se resguardar torna-se necessário.
"Não posso me empolgar com canto de torcida, pois o arqueiro vai de ídolo ao fundo do poço em apenas um jogo. No campo dos negócios, sei que o goleiro não é moeda de troca para diretoria. Então, diferente dos jogadores de linha, a tendência é fixar raízes em um clube", declarou.
O contrato com o Vasco vai até o final de 2010. Até lá, a oportunidade de disputar a primeira divisão surgirá e o goleiro não quer perder o status e a projeção deste ano, principalmente com Tiago como sombra.
"Tenho uma boa relação com ele. Sabemos como a vida de goleiro é difícil. Às vezes, ficamos dois anos sem ter uma boa sequência. Por isso, temos de sempre estar trabalhando para manter a constância. Agora estou em um time grande e foi o que sempre quis em minha carreira", concluiu.
Fernando Prass iniciou a carreira no Grêmio. Depois disso, já atuou por Francana-SP, Vila Nova-GO e depois chegou ao Coritiba. Em 2005, se transferiu para o União de Leiria, de Portugal, onde jogou até o ano passado.