Marcelinho e Jobson: controle fora de campo, mas pouco futebol no Barueri
Jobson e Marcelinho Paraíba foram contratados pelo Barueri sob o rótulo de problemáticos. A preocupação era que protagonizassem novas polêmicas extracampo na carreira. Mas os dois vêm surpreendendo e seguem à risca todos os horários de treinos e concentrações estabelecidos pelo clube.
M. Paraíba chegou a ser preso por um dia no ano passado acusado de tentar beijar mulher à força
O comportamento exemplar, no entanto, não significou grande produção em campo. O time da Grande São Paulo é o lanterna da série B do Brasileirão, com dois pontos em seis jogos, e é o único que ainda não venceu no torneio.
Marcelinho participou de quatro jogos e soma dois gols e três derrotas. Já o ex-botafoguense atuou uma única vez na derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR.
Apesar do início ruim do time e do receio de que a dupla daria preferência às noitadas em Barueri em detrimento da bola, a realidade tem sido diferente.
O ‘bad boy’ Jobson, por exemplo, foi elogiado durante as sessões no departamento médico do Barueri para recuperação de lesão na coxa e está pronto para enfrentar o Boa, no próximo sábado, pela Série B. Marcelinho Paraíba ficou entre os melhores do elenco na avaliação física feita pelo clube.
No fim de 2011, a diretoria do Botafogo revelou que Jobson teria mais uma chance. O início de sua terceira passagem pelo Alvinegro - em 4 de janeiro - dava indícios de que o desfecho do retorno seria diferente. Entretanto, ele foi se sentindo mais à vontade aos poucos e novas polêmicas surgiram.
“A caixinha [multa por atraso de atletas] está zerada. O Jobson e o Marcelinho jamais se atrasaram em suas apresentações em treinos e viagens. O Marcelinho está entre os quatro atletas do elenco com melhor rendimento físico Não deram qualquer problema e estão empenhados em melhorar a situação do Barueri na competição”, disse o diretor do Barueri, Renê de Freitas.
Nos últimos anos, Jobson se tornou um especialista em se envolver em polêmicas. O atacante foi suspenso por doping, em 2009, em que admitiu ter usado crack. Foram seis meses parado. No retorno ao futebol, novos problemas indisciplinares.
Em maio ele foi dispensado do Botafogo após faltar pela 3ª vez ao treino. Ele também se ausentou de atividades do Bahia e Atlético-MG. O jogador se recuperou recentemente de lesão muscular.
"Eu mudei muito e tenho cumprido com todos meus objetivos e deveres. Tive propostas da Série A, mas tomei a decisão de vir para cá. Gostei e foi bom para mim. Fui muito bem recebido e espero logo estar bem. É uma nova fase", disse.
Já Marcelinho Paraíba chegou a ser preso em novembro do ano passado, acusado de tentar beijar a força uma mulher durante festa, em Campina Grande.
Os advogados de Marcelinho confirmam a festa, dizem que ele conhecia a suposta vítima e que tudo não passa de um mal-entendido.
Em outro episódio, Marcelinho foi parado em uma blitz da Lei Seca e teve a carteira de habilitação apreendida após se recusar a fazer o teste de bafômetro.
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