A Espanha não repetiu o show da estreia na Copa das Confederações e demorou para se impor, mas cumpriu a "obrigação" e bateu o Iraque por 1 a 0, nesta quarta-feira, em Bloemfontein, na África do Sul, pela segunda rodada do grupo A.
Mesmo desfalcada de Albiol, Puyol, Riera e Fabregas, poupados pelo técnico Vicente Del Bosque, a equipe europeia jogou o suficiente para garantir o segundo triunfo no torneio e a classificação às semifinais. De quebra, chegou a 34 jogos de invencibilidade e ficou a um do recorde das seleções, registrado pelo Brasil entre 1993 e 1996.
O Iraque, que não ameaçou o gol de Casillas, ficou com um ponto e precisa torcer por um empate entre África do Sul e Nova Zelândia, ainda nesta quarta, para manter esperança de avançar.
A disparidade técnica das equipes sugeria um massacre espanhol que não se confirmou. Líder do ranking da Fifa e dona do futebol mais vistoso da atualidade, a "Fúria" vinha de 13 vitórias seguidas e havia marcado três gols em 18 minutos contra a Nova Zelândia, no último domingo. O Iraque, 77º do mundo, não vence uma partida há um ano e já foi eliminado na eliminatória asiática para a Copa de 2010.
Ciente de suas limitações, o veterano técnico Bora Milutinovic recuou toda sua equipe. O jogador mais avançado da marcação iraquiana colocava-se vários metros atrás da linha de meio de campo. Cabia à Espanha, então, tocar a bola e inverter o jogo com rapidez para encontrar brechas.
| ANÁLISE DE JUCA KFOURI |
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 | Tão desgastada como a Seleção Brasileira, a espanhola jogou com freio de mão puxado |
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BLOG DO JUCA KFOURI |
Os campeões europeus, no entanto, abusaram da lentidão na troca de passes - segundo o
Datafolha, foram 486 em todo o jogo, contra 209 do rival - e só ameaçaram pela primeira vez aos 24min, num belo lançamento de Sergio Ramos para Villa. O badalado atacante do Valencia, disputado por Real Madrid e Barcelona, emendou de primeira no lado de fora da rede, perdendo a melhor chance do primeiro tempo.
A Espanha voltou para a etapa final forçando o jogo pelas pontas - fez, ao todo, 24 jogadas pela linha de fundo, contra apenas uma do Iraque. Num cruzamento da intermediária, Villa desperdiçou a oportunidade mais clara até então ao cabecear, livre, nas mãos de Kassid. Na repetição do lance, prevaleceu sua categoria: o camisa 7 recebeu passe preciso de Capdevilla e testou para baixo, no canto esquerdo, fazendo 1 a 0.
A Espanha manteve o ritmo, atacando em alguns momentos com seis jogadores ao mesmo tempo. Poderia ter repetido a goleada da estreia não fosse a atuação irreconhecível de Fernando Torres, artiheiro do torneio com três gols e que perdeu o quarto sozinho, diante de Kassid, assim como Mata.
Os times voltam a campo no sábado. A Espanha enfrenta a anfitriã África do Sul, enquanto que o Iraque encara a Nova Zelândia.
ESPANHA 1 x 0 IRAQUEEspanhaCasillas; Sergio Ramos, Marchena, Piqué e Capdevila; Xabi Alonso, Xavi (Busquets), Mata e Cazorla (David Silva); Torres e Villa (Guiza).
Técnico: Vicente Del Bosque
IraqueMohammed Kassid; Shaker, Ali Kareem, Basem, Nashat; Karrar (Hawar), Salam Shaker e Ali Hussein; Mulla Mohammed (Jasim) e Zahra (Younis).
Técnico: Bora Milutinovic
Data: 17/06/2009 (quarta-feira)
Local: Estádio Free State, em Bloemfontein (África do Sul)
Árbitro: Matthew Breeze (AUS)
Assistentes: Matthew Cream (AUS) e Ben Wilson (AUS)
Cartões amarelos: Xabi Alonso, Marchena (Espanha), Basem (Iraque)
Gols: Villa, aos 9min do segundo tempo