Para o atacante Kléber, a série de conversas que ocorreram antes da partida contra o São Paulo, na noite da quinta-feira 18, foi essencial para que o grupo se fechasse e conseguisse a vitória sobre o tricolor paulista, por 2 a 0, em pleno Morumbi, que classificou o Cruzeiro para as semifinais da Copa Libertadores.
Depois da derrota para o Palmeiras por 3 a 1, domingo passado, pelo Campeonato Brasileiro, as cobranças começaram na segunda-feira, quando o técnico Adilson Batista reuniu-se com os atletas. Em seguida, foi a vez do diretor de futebol, Eduardo Maluf, e do próprio presidente Zezé Perrella, que estiveram com os jogadores.
De acordo com Kléber, os próprios jogadores se reuniram e conversaram, antes do jogo decisivo. "Foi muito importante, porque às vezes a gente entra num jogo achando que é qualquer jogo, não dá importância, foi assim contra o Palmeiras, contra o São Paulo (
na derrota por 3 a 0 pelo Brasileirão)", disse o atacante em entrevista á
Rádio Itatiaia.
Kléber disse que os jogadores entenderam o recado e entraram mais concentrados diante do São Paulo. "Eles quiseram passar isso para a gente, que o Cruzeiro é um time grande, que sempre lutou por títulos, a história do Cruzeiro diz tudo, então a gente tem de honrar, tem que vestir, como se fosse o último jogo de nossas vidas", afirmou.
O resultado das conversas, segundo o atacante, é que o grupo se fechou em torno da classificação às semifinais da Libertadores. "Às vezes as pessoas desconfiam muito do nosso trabalho, e a gente sabe que às vezes é preciso se fechar para poder ter êxito, como a gente teve", ponderou o artilheiro cruzeirense, que marcou 20 gols em 23 jogos pelo clube.
Para o atacante, a receita tem de ser mantida para o duelo com o Grêmio, adversário das semifinais da Libertadores. "Se a gente mantiver isso contra o Grêmio, a gente tem chances enormes de ser campeão. A gente é cobrado pelos jogos que a gente vai mal, principalmente contra o Palmeiras, contra o São Paulo, que foi 3 a 0, contra o Inter dentro de casa. A gente sabe também que é complicado, muitos desfalques, muito cara machucado", ressaltou Kléber.