Após 12 anos de seu último título na Libertadores, o Cruzeiro está novamente na final do torneio continental. A classificação foi conquistada na noite desta quinta-feira, em pleno Olímpico Monumental, com um empate por 2 a 2 diante do Grêmio. O time mineiro, que chegou a abrir dois gols de vantagem sobre os gaúchos, garantiu a vaga na decisão graças à boa vantagem - 3 a 1 - obtida no primeiro duelo entre as equipes, no Mineirão.
| PRINCIPAIS LANCES DO JOGO |
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| PRIMEIRO TEMPO | | 21min - Souza cobra escanteio fechado, a bola sobra para Herrera, que bate forte, mas manda por cima do gol de Fábio. |
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| 23min - Tcheco recebe na área e toca para trás. Fábio Santos recebe e tenta bater colocado, mas a bola sobe demais e sai pela linha de fundo. |
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| 34min - GOOOL DO CRUZEIRO!!! Kléber faz boa jogada pela esquerda e rasteiro para a área. Wellington Paulista aproveita e manda para as redes. |
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| 36min - GOOOL DO CRUZEIRO!!! Wellington Paulista faz mais um aproveitando cruzamento da esquerda. De cabeça, se antecipou à zaga e venceu Victor. |
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| SEGUNDO TEMPO | | 12min - GOOOL DO GRÊMIO!!! Os gaúchos diminuem com o zagueiro Rever aproveitando cobrança de escanteio de Tcheco. |
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| 14min - Wagner arranca em velocidade em direção ao gol e é derrubado pelo volante Adilson, que recebe o vermelho. |
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| 29min - GOOOL DO GRÊMIO!!! - Souza bate de fora da área e deixa tudo igual no Olímpico. |
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PÁGINA DO GRÊMIO | PÁGINA DO CRUZEIRO | IMAGENS DA PARTIDA | PÁGINA DA LIBERTADORES |
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O Cruzeiro vai decidir a Libertadores contra o
Estudiantes, que passou pelo Nacional (URU) na noite da última quarta-feira. O primeiro jogo da série de 180 minutos que decide o título continental está marcada para começar na próxima quarta-feira, na Argentina. A partida de volta acontece no dia 15, no Mineirão.
Diante dos argentinos, a equipe mineira vai tentar conquistar o terceiro título da Libertadores. Campeão nos anos de 1976 e 1997, o Cruzeiro pode igualar o São Paulo, vencedor nas edições de 1992, 1993 e 2005, como o maior colecionador brasileiro de títulos do continente. O Grêmio, que tem as taças de 1983 e 1995, viu o sonho de igualar a marca morrer nesta noite.
Precisando quebrar a vantagem de dois gols construída pelo Cruzeiro no Mineirão com a vitória por 3 a 1, o time do Grêmio começou pressionando o adversário desde o início da partida e levando muito perigo ao gol de Fábio, principalmente nas bolas aéreas.
Paulo Autuori armou Grêmio com Herrera e Maxi López na frente. E com os dois argentinos os donos da casa pressionaram durante a maior parte do primeiro tempo. Mas não conseguiram traduzir em gols as chances que criaram pelo alto e com finalizações de longa distância.
O Cruzeiro de Adilson Baptista foi mais agudo e não precisou de muitas oportunidades para ampliar a já boa vantagem. Apostando no contra-ataque, os mineiros abriram o placar com Wellington Paulista aproveitando boa jogada de Kléber pela esquerda, aos 34min.
Em pior situação, o Grêmio tentou partir logo para cima para igualar, mas acabou levando o segundo. Dois minutos depois de anotar 1 a 0, Wellington Paulista se antecipou à defesa tricolor, que parou para fazer linha de impedimento, e cabeceou para o fundo do gol de Victor.
Os torcedores gremistas, que chegaram ao Olímpico cantando sem parar, pareciam não acreditar no que viam e se calaram. E a torcida celeste começou a festejar. Chegou até a fazer uma "avalanche" - tradicional comemoração de gols de um dos setores da arquibancada do Olímpico - para provocar os tricolores.
Mas o silêncio durou pouco, e a torcida mandante voltou a se inflamar com a volta do Grêmio ao gramado. Aos 9min, o Grêmio conseguiu diminuir com Réver, que desviou de cabeça após cobrança de escanteio do meia Tcheco. Era pouco. Para conseguir avançar à decisão, o time gaúcho precisaria marcar mais quatro gols.
| ANÁLISE DE JUCA KFOURI |
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 | "Tecnicamente superior, o Cruzeiro repetia no campo do tricolor gaúcho que tinha feito no do tricolor paulista" |
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| BLOG DO JUCA KFOURI |
Tudo ficou ainda mais difícil quando Adilson teve de fazer falta dura sobre Wagner para evitar aquele que poderia ser o terceiro gol do Cruzeiro. Aos 14min, o atacante da equipe celeste disparou pela esquerda e foi derrubado. Adilson foi expulso e deixou o gramado ovacionado.
A desvantagem numérica, entretanto, não abalou o time tricolor. Enquanto a equipe de Adilson Batista recuava mais e mais, o Grêmio ia ganhando espaço e, aos 29min, Souza deixou tudo igual no Olímpico, em chute forte de longa distância que foi parar no fundo dos gols de Fábio.
| ANÁLISE DO COSME RÍMOLI |
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 | "Kléber deu personalidade, gana e talento ao ataque cruzeirense" |
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BLOG DO COSME RÍMOLI |
Mas a reação parou por aí. O Grêmio, que chegou ao Olímpico precisando fazer dois gols para ir à final, até conseguiu marcar os gols que precisava. No entanto, os dois tentos de Wellington Paulista - jogador que chegou a ser procurado pelo time gaúcho no início da temporada - custaram caro demais. O Cruzeiro é o finalista brasileiro da Libertadores da América de 2009.
Antes de pensar na final, porém, o Cruzeiro tem um compromisso pelo Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time de Adilson Batista encara o Goiás, às 16h, no Serra Dourada. Já o Grêmio, na mesma data, tenta se reerguer do trauma da eliminação novamente em seus domínios. Às 16h, os gaúchos recebem o Atlético-PR.
GRÊMIO 2 x 2 CRUZEIRO GRÊMIOVictor; William Thiego, Léo, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adilson, Tcheco e Souza; Herrera (Perea) e Maxi López
Técnico: Paulo Autuori
CRUZEIROFábio; Jonathan, Leonardo Silva (Anderson), Thiago Heleno e Gérson Magrão (Elicarlos); Fabinho, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner; Wellington Paulista (Thiago Ribeiro) e Kléber
Técnico: Adilson Batista
Data: 2/7/2009 (quinta-feira)
Público: 44.920
Renda: R$ 966.652
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Abraham González e Humberto Clavijo (COL)
Cartões Amarelos: Ramires, Kléber (Cruzeiro); Tcheco, Thiego, Herrera, Maxi López (Grêmio)
Cartões Vermelhos: Adilson (Grêmio)
Gols: Wellington Paulista, aos 34min e 36min do primeiro tempo; Réver, aos 9min e Souza, aos 29mn do segundo tempo;