Na tentativa de não enfrentar o Estudiantes em La Plata, na Argentina, pela primeira partida da final da Copa Libertadores 2009, o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, revelou que propôs à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) que os dois jogos da decisão fossem realizados em campo neutro, no Paraguai, por exemplo, para se evitar o risco da gripe suína.
A proposta não foi aceita pela entidade, que confirmou nesta segunda-feira que o primeiro jogo da final da competição continental será mesmo em La Plata, na quarta-feira. O jogo de volta ocorrerá no Mineirão na quarta-feira 15, em Belo Horizonte.
"Cheguei a propor os dois jogos em território neutro, poderia ser no Paraguai, nem assim fui atendido. Nós teríamos um prejuízo de dois milhões de reais, no mínimo, que é o que dará de renda aqui (
no Mineirão). Então até isso eu propus, para que a gente jogasse os dois jogos fora e não fomos atendidos", lamentou o dirigente em entrevista à
ESPN Brasil.
Zezé Perrella disse que o objetivo era não jogar na Argentina, embora diga que não fará alarde da situação da gripe suína no país vizinho. "Sabemos que morre mais gente de dengue, para se ter uma ideia, em Minas Gerais do que de gripe suína, não quero supervalorizar essa gripe, não. Mas eu acho que o correto seria suspender a partida. Mas, enfim, não temos outra saída", afirmou.
O mandatário do Cruzeiro admitiu que a influência política da Argentina junto à Conmebol, por parte do presidência da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, que é vice-presidente da Fifa, pode ter pesado contra o clube mineiro.
"Acredito que sim, nós conhecemos como funciona isso. A Federação Mexicana, a força dela junto à Conmebol é muito inferior. Os argentinos têm realmente uma ascendência grande lá. Agora, o argumento oficial que estão nos dando é que não tem nada a ver isso", observou o dirigente.
De acordo com Zezé Perrella, o presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, apresentou outro argumento para que o jogo seja realizado na Argentina. "Que a influência da Argentina na federação sul-americana é muito grande todo mundo sabe disso. Quando argumentei com o presidente Leoz, ele me disse que a situação do México foi diferente porque o governo mexicano proibiu o jogo no México", ressaltou o presidente cruzeirense.