Campeão da Libertadores em 1976, quando o Cruzeiro conquistou o seu primeiro título da competição internacional, o ex-atacante Palhinha diz que o feito é um marco definitivo em sua carreira. Para os atuais jogadores celestes, ter a chance de conquistar o terceiro título do torneio na história do clube trará grande visibilidade e, em alguns casos, poderá até resultar em convocação para a seleção brasileira.
"Estou muito feliz. É um projeto meu, desde que estava na Ucrânia, de voltar ao Brasil e tentar chegar à seleção brasileira. Espero que a gente possa ser coroado com o título e, de repente, até com a convocação", afirmou o atacante Kléber, vice-artilheiro cruzeirense na Libertadores, com quatro gols, um a menos que Wellington Paulista, principal goleador.
O Gladiador, como é chamado, considera que todos os jogadores que fazem parte de uma campanha campeã se valorizam. Ele reconhece, no entanto, que alguns são mais lembrados que os demais. "Lógico que um ou outro, se estiver bem, vai ser falado, vai ser comentado, mas o grupo todo ganha", ressaltou.
O goleiro Fábio enfatiza o fato de a final da Libertadores reunir duas equipes de tradição e de países de muita rivalidade. Dessa forma, segundo o camisa 1 cruzeirense, cresce a expectativa e a atenção geral em relação a final. "Todo mundo está ligado, observando", frisou.
Fábio, que teve atuação destacada no primeiro jogo da decisão disputado em La Plata, que terminou empatado, em 0 a 0, admitiu que ainda pensa em seleção brasileira. Ele foi convocado por Dunga para três amistosos, mas não chegou a atuar. Depois disso, não foi mais chamado.
"Se for da vontade de Deus, vou retornar à seleção e ter oportunidade. Nas vezes em que fui para a seleção em nenhuma tive oportunidade de jogar, somente em treinamento. Pelo que fiz nos treinos deveria ser convocado de novo, mas treinamento não vale. Espero que isso venha a acrescentar não só não minha carreira, mas na de todos os jogadores", destacou.
O volante Ramires, que já tem a seleção brasileira como realidade, enquanto é sonho para Kléber e Fábio, considera que um título de Liberdade muda a vida de qualquer jogador.
"Claro que isso muda a vida de todo mundo, ser campeão da Libertadores, a gente vê nos clubes que foram campeões a maioria dos jogadores fez bons contratos e foi para fora do país", comentou Ramires, que também não depende do título para se transferir. O volante se despede do Cruzeiro, nesta quarta-feira, diante do Estudiantes, pois já está negociado com o Benfica, por 7,5 milhões de euros.